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Maldivas apresentam acusações contra ex-ditador e ex-chefe do Supremo

21/03/2018 14h13

Colombo, 21 mar (EFE).- O Escritório da Procuradoria-Geral das Maldivas apresentou nesta quarta-feira acusações de terrorismo contra nove pessoas, entre elas o ex-presidente do Supremo Tribubal, Abdulla Saeed, e o ex-ditador Maumoon Abdul Gayoom, por suposto golpe de Estado.

Entre os acusados estão também um juiz da máxima instância, quatro parlamentares - entre eles um filho e um genro de Gayoom - e o ex-chefe da Polícia Ahmed Areef, indicou à Agência Efe uma das advogadas do ex-presidente do Supremo, Hissan Hussain.

A Procuradoria também apresentou acusações contra outros dois acusados por ter aceitado ou oferecido subornos em relação ao caso.

As Maldivas atravessam uma grave crise política desde que em 1 de fevereiro o Supremo Tribunal ordenou, em uma decisão adotada por unanimidade, anular as sentenças condenatórias a nove opositores e reabilitar no cargo 12 deputados contrários ao Governo.

O presidente das Maldivas, Abdulla Yameen, decidiu dois dias depois não acatar a sentença e Saeed e Gayoom foram detidos e permanecem presos.

Em 5 de fevereiro, o presidente declarou o estado de emergência durante 15 dias assegurando que o Supremo e Gayoom tinham orquestrado um golpe de Estado para derrubá-lo, e mais tarde o prorrogou durante 30 dias.

"Após as investigações feitas pelo Serviço de Polícia das Maldivas sobre a tentativa de derrocar ilegalmente o Governo estabelecido legalmente, o Escritório da Procuradoria-Geral apresentou acusações contra 11 indivíduos em um tribunal criminal", confirmou a Presidência maldiva em um comunicado.

O estado de emergência terminará amanhã se não houver uma nova extensão.