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Austrália expulsa 2 diplomatas russos em protesto coordenado com aliados

26/03/2018 22h34

Sydney (Austrália), 27 mar (EFE).- A Austrália anunciou nesta terça-feira (data local) que expulsará dois diplomatas russos em uma resposta coordenada com o Reino Unido e outros aliados contra Moscou pela tentativa de assassinato com um agente químico do ex-espião russo Serguei Skripal e sua filha.

A decisão, adotada após receber informação britânica, afeta dois funcionários "não declarados de inteligência", indicaram em comunicado conjunto o primeiro-ministro Malcolm Turnbull e a ministra de Relações Exteriores, Julie Bishop.

"Se ordenará aos dois funcionários russos que saiam da Austrália em sete dias", indicou a nota.

Turnbull e Bishop denunciaram a "natureza escandalosa do ataque, o primeiro uso ofensivo de armas químicas na Europa desde a Segunda Guerra Mundial", e que este tenha acontecido em uma região povoada que pôs em perigo "inumeráveis membros da comunidade".

"Um ataque deste tipo não pode ser tolerado por nenhuma nação soberana. Apoiamos energicamente os pedidos à Rússia para que revele na sua totalidade o seu programa de armas químicas de acordo com a lei internacional", destacou o comunicado.

Com esta medida, a Austrália se soma aos anúncios da véspera feitos por Estados Unidos e vários aliados ocidentais do Reino Unido sobre a expulsão de centenas de diplomatas e funcionários russos em represália por tal ataque que foi atribuído a Moscou.

A Austrália impôs sanções econômicas à Rússia em 2014, depois da anexação russa da Crimeia, e as reforçou após a queda do avião da Malaysia Airlines no leste da Ucrânia atribuído a rebeldes pró-Rússia.

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