Após reprovação da Turquia, Netanyahu ataca Erdogan por "bombardear civis"

Jerusalém, 1 abr (EFE).- O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, reprovou neste domingo a condenação por parte do presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, em relação aos incidentes de sexta-feira na fronteira com a Faixa de Gaza, nos quais morreram 15 palestinos, e disse que não receberá lições de "quem bombardeia civis".

"O exército mais moral do mundo não receberá lições daqueles que, durante anos, bombardearam a população civil indiscriminadamente. Aparentemente é assim que Ancara marca o dia 1º de abril", escreveu o líder israelense no Twitter.

Erdogan qualificou ontem como "ataque desumano" e "massacre" a resposta do exército de Israel contra os protestos organizados perto da cerca divisória, no lado palestino, nos quais morreram 15 palestinos e mais de 1.400 ficaram feridos, 35 por disparos de armas letais, segundo o Ministério de Saúde do Hamas.

"Não ouvi uma reprovação qualquer merecida ao massacre israelense em Gaza daqueles que criticaram a operação (da Turquia) em Afrin", disse Erdogan em referência à ofensiva militar turca no distrito curdo no norte da Síria, segundo veicularam veículos de imprensa israelenses.

Dezenas de milhares de palestinos participaram na sexta-feira da Grande Marcha do Retorno, pelo Dia da Terra, que lembra uma manifestação de 1976 contra o confisco de terras por Israel na qual morreram seis árabes-israelenses em enfrentamentos com o exército do Estado judeu.

O protesto foi convocado como o início de uma série de mobilizações que se estenderão até 15 de maio, Dia da Nakba (catástrofe), que para os palestinos representou a criação do Estado de Israel em 1948.

O exército israelense garantiu na sexta-feira que os manifestantes lançaram pedras, bombas incendiárias e pneus em chamas contra os soldados, que responderam com fogo real, balas de borracha e gás lacrimogêneo.

Cinco dos 15 palestinos mortos pertenciam às Brigadas Ezedin al Qasam, braço armado do Hamas, segundo a organização islamita.

O ministro da Defesa israelense, Avigdor Lieberman, defendeu hoje a "ação das tropas" ao considerar que "a maioria (dos mortos) eram terroristas", depois que o exército garantiu que dez deles eram membros ativos do Hamas, e rejeitou a investigação independente solicitada pelo secretário-geral da ONU, António Guterres.

"Fizeram o que tinha que ser feito. Acho que todas as nossas tropas merecem reconhecimento, e não haverá investigação", comentou hoje o titular de Defesa à "Rádio do Exército".

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