Samuel Eto'o diz que se vê como presidente de Camarões

  • EFE/EPA/PAOLO ZEGGIO

    Eto'o se destacou atuando no Barcelona, Inter de Milão e Chelsea

    Eto'o se destacou atuando no Barcelona, Inter de Milão e Chelsea

Nairóbi, 1 abr (EFE).- O jogador camaronês Samuel Eto'o confessou que quer ser presidente de Camarões e que se vê como sucessor do presidente Paul Biya nas eleições presidenciais que acontecerão em outubro de 2018, segundo uma entrevista exclusiva publicada neste domingo pela revista "Jeune Afrique".

"Não vejo motivos para que eu não possa ocupar o cargo de presidente da República (de Camarões)", disse em entrevista à publicação com sede na França, na qual não especificou se terá apoio de algum partido, nem nenhuma estratégia específica.

"Sonho com a presidência como Júlio César sonhava com Roma", confessou Eto'o, parafraseando o rapper francês Booba.

O jogador, que passou por equipes como Barcelona, Inter de Milão e Chelsea, e que atualmente joga no Konyaspor da Turquia, imagina seu governo em termos futebolísticos e estimou que terá uma equipe de relação muito próxima, que possa enfrentar em bloco as dificuldades do país".

Seria "com um primeiro-ministro que teria sob seu comando 11 ministros e sete secretários de Estado, em um esquema tático com grande flexibilidade e que respeite o espírito coletivo", acrescentou o jogador.

Na campanha eleitoral, Eto'o afirmou que "será ele mesmo e não se deixará impressionar pelas provocações de seus adversários".

Perguntado se o ex-jogador e atual presidente da Libéria, George Weah, é um modelo para ele, o camaronês respondeu: "na verdade, Samuel Eto'o é um (modelo) para George Weah".

Mesmo se for eleito presidente, o ex-companheiro de Ronaldinho Gaúcho no Barça disse que continuará se dedicando ao futebol, e que poderia conciliar as duas coisas.

"Porque não? Para dar confiança, é 50% do trabalho de um Presidente da República e 50% do trabalho de um treinador. Ambos são gerentes. Os camaroneses são um povo de elite, assim como os wakanda de (o filme) Pantera Negra. Se confiarem neles mesmos, nada os deterá!".

Para as eleições camaronesas, previstas para outubro deste ano, já há várias candidaturas, entre elas as do ex-presidente da ONG Transparência Internacional (TI), Akéré Muna; do ativista antiglobalização Bernard Njonga e do apelidado de "Macrón (presidente da França) camaronês", Cabral Libii.

Além disso, espera-se que Biya, de 85 anos, concorra a uma nova reeleição à presidência, um cargo que ele ocupa desde 1982.

Por outro lado, o eterno rival de Biya e histórico líder do principal partido opositor camaronês Frente Democrática Social (FDS), John Fru Ndi, não concorrerá, depois que anunciou em fevereiro que dará lugar "à juventude do partido".

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