Todos os diplomatas da Rússia expulsos pelos EUA já retornaram a seu país

Moscou, 1 abr (EFE).- Todos os 60 diplomatas russos expulsos pelos Estados Unidos em solidariedade com o Reino Unido pelo caso Skripal já retornaram à Rússia, informou neste domingo a agência oficial russa "RIA Novosti".

Os diplomatas e suas famílias, um total de 171 pessoas, voltaram ao país a bordo de dois aviões enviados especialmente para esse fim pelas autoridades russas.

No dia 26 de março, os EUA declararam 'persona non grata' 48 diplomatas russos credenciados em Washington e 12 membros da representação permanente da Rússia na ONU.

Moscou respondeu a essa decisão expulsando o mesmo número de diplomatas americanos e revogando a permissão para o funcionamento do Consulado Geral dos EUA em São Petersburgo.

"Honestamente, não me lembro se alguma vez a Federação da Rússia foi atacada desta maneira, não consigo me lembrar de tamanho desastre nas relações russo-americanas", disse à televisão russa o embaixador da Rússia em Washington, Anatoli Antonov.

Para Antonov, "os eventos na Grã-Bretanha (o envenenamento com uma substância neurotóxica do ex-espião duplo Sergei Skripal e de sua filha Yulia, uma tentativa de assassinato que o governo britânico atribui ao Kremlin) foram só um pretexto para realizar uma provocação planejada de antemão contra a Rússia".

Ontem, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, que negou diversas vezes o envolvimento de seu país no envenenamento dos Skripal, declarou que o sigilo do Reino Unido sobre o caso desperta "suspeitas" sobre o envolvimento dos próprios britânicos.

"A ocultação de informação, o sigilo sob o qual são mantidos os detalhes do ocorrido faz pensar que nisso pode estar envolvido, em particular, o serviço secreto britânico", comentou a porta-voz.

Há dois dias, a Rússia anunciou a expulsão de dezenas de diplomatas de alguns países, a maioria da União Europeia (UE), que se solidarizaram com o Reino Unido pelo caso Skripal e que declararam 'persona non grata' muitos diplomatas russos.

O Kremlin sustenta que não fez mais que responder a ações inamistosas, e que está disposto ao diálogo e à cooperação com todos os países.

Moscou também pediu, até agora sem sucesso, que as autoridades britânicas autorizassem a visita de funcionários consulares russos a Yulia Skripal, cujo estado melhorou, mas permanece no hospital.

Sergei Skripal, que tem cidadania britânica, continua hospitalizado em estado crítico em um centro médico de Salisbury, no sul da Inglaterra, onde foi envenenado em 4 de março junto com sua filha com um agente neurotóxico que, segundo o governo britânico, foi desenvolvido na extinta União Soviética e depois na Rússia.

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Newsletter UOL

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos