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Bombardeio da Força Aérea mata 20 talibãs no sul do Afeganistão

02/04/2018 12h24

Cabul, 2 abr (EFE).- Pelo menos 20 talibãs morreram e mais de 15 ficaram feridos em um bombardeio da Força Aérea do Afeganistão contra membros desse grupo insurgente na província de Kunduz, no norte do país, informaram nesta segunda-feira fontes oficiais.

Em declarações à Agência Efe, o porta-voz do exército afegão Hanif Rezaee disse que entre os mortos está um membro da direção política do grupo e um dos comandantes militares.

Rezaee destacou que o ataque aconteceu no distrito de Dasht-e Archi, quando líderes do grupo insurgente realizavam uma "reunião importante".

O porta-voz talibã Zabihullah Mujahid acusou em comunicado as autoridades afegãs de terem bombardeado uma escola de ensinamentos islâmicos e afirmou que 150 civis morreram ou ficaram feridos no ataque.

No entanto, o assessor do ministério da Defesa, Mohammad Radmanish, disse à Efe que o alvo do ataque foi "uma base" dos talibãs e não uma escola.

"Em uma de suas bases, os talibãs queriam montar um desfile militar e depois atacar forças de segurança afegãs e órgãos governamentais. O plano dos talibãs foi descoberto e foram atacados pela força aérea afegã", disse.

"Não havia civis perto, de nenhuma maneira há vítimas civis, todos os mortos e feridos estavam armados e queriam criar mais ameaças de segurança às forças governamentais", acrescentou Radmanish.

Um porta-voz das tropas dos Estados Unidos indicou à Efe que a Força Aérea americana não participou da ação.

A província de Kunduz é um dos lugares onde os talibãs estabeleceram uma oposição mais ferrenha ao governo afegão, chegando inclusive a tomar o controle da capital estadual em duas ocasiões, em 2015 e 2016.

Desde o fim da missão de combate da Otan, em janeiro de 2015, o governo de Cabul foi perdendo terreno para os talibãs até controlar apenas 57% do país, segundo o inspetor especial geral para a Reconstrução do Afeganistão (Sigar), órgão que depende do Congresso dos EUA.

De acordo com essa mesma fonte, os talibãs controlam 11% do território afegão e o resto está em disputa.