Casa Branca prepara nova projeto de lei de imigração após "morte" do Daca

Washington, 2 abr (EFE).- A Casa Branca afirmou nesta segunda-feira que está preparando uma nova proposta de lei sobre imigração, mas evitou dar detalhes sobre o conteúdo do projeto e não esclareceu se ele incluirá uma solução para os jovens imigrantes protegidos da deportação pelo Programa de Ação Diferida para os Nascidos na Infância (Daca).

A mensagem da Casa Branca foi divulgada horas depois de o presidente do país, Donald Trump, ter afirmado no Twitter que o Daca estava "morto" e que não planeja negociar mais acordos com os democratas para substituí-lo por uma solução permanente.

"O Departamento de Segurança Nacional está trabalhando com a Casa Branca em outro pacote legislativo para preencher os vazios legais no sistema migratório dos EUA que são perniciosos e perigosos", disse um funcionário do governo que pediu anonimato.

"Estamos há vários meses falando isso, que queremos acabar com os vazios legais para termos um sistema migratório eficiente em ambos os lados da fronteira", completou.

A fonte não quis dar mais detalhes sobre o conteúdo da proposta, mas insinuou que poderia conter os pontos que a Casa Branca considera como prioritários em qualquer reforma sobre o tema.

Em outubro do ano passado, o governo Trump propôs abrir o caminho para a cidadania dos beneficiados pelo Daca, mas exigiu em troca a destinação de recursos para a construção do muro na fronteira com o México, uma maior agilidade na expulsão de menores de idade vindos da América Central, a contratação de mais agentes de fronteira e um limite para a concessão de vistos por meio de um sistema de mérito.

Como não houve acordo entre a Casa Branca e o Congresso, o destino do Daca está agora nas mãos da Justiça. Enquanto o caso não é votado, o governo deve permitir que os jovens já inscritos no programa renovem sua participação. Novas inscrições estão suspensas.

O funcionário do governo ouvido pela Agência Efe afirmou hoje que o Daca é um "imã" para os imigrantes ilegais que estão chegando no país porque causa a sensação de que o governo é "indulgente".

No entanto, nenhum deles poderia ser beneficiário do Daca. Mesmo no texto original, o programa tinha um alcance limitado e só beneficiava aqueles que vivessem nos EUA desde 2007.

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