Jovem que alegou problemas mentais por ter família rica deixa prisão nos EUA

Austin (EUA), 2 abr (EFE).- Ethan Couch saiu nesta segunda-feira da prisão após cumprir sua pena em um presídio do condado de Tarrrant, no Texas (Estados Unidos), no qual tinha ingressado por violar a liberdade condicional pelo assassinato de quatro pessoas quando conduzia sob os efeitos do álcool, crime do qual foi absolvido alegando sofrer de "affluenza".

Couch, que na época tinha 16 anos e agora tem 21, foi absolvido dessas mortes por uma juíza que aceitou o relatório de um psicólogo que determinou que o jovem realmente sofria desta doença mental derivada da ansiedade e da pressão social provocadas pelas exigências consumistas da sua família rica.

A condenação imposta foi de dez anos de liberdade condicional durante os quais estava proibido de dirigir e consumir álcool, além da assistência obrigatória a um centro de reabilitação para superar seus problemas.

No entanto, apesar da polêmica levantada por essa sentença e das brincadeiras sobre a justificativa do jovem, Couch pareceu não entender a mensagem nem superar a pressão do dinheiro, e no final de 2015 foi visto em um vídeo postado nas redes sociais no qual supostamente consumia álcool em uma festa.

Foi então que ele e sua mãe, Tonya Couch, iniciaram uma fuga até que foram detidos no centro turístico de Puerto Vallarta, no México. Ambos assumiram as acusações apresentadas contra eles e foram extraditados para responder ao julgamento em território americano.

Após os dois anos de prisão impostos dessa vez, o capelão Tim Williams, que visitava assiduamente o jovem na prisão, disse que não tinha visto "nenhum sinal de arrogância em Ethan em mais de nove meses", segundo publicou um jornal local.

Sua libertação provocou a reação da organização "Mothers Against Drunk Driving", que lamentou a curta sanção aplicada e expressou seu apoio aos familiares das suas vítimas, entre as quais encontrava-se um dos melhores amigos do próprio Couch.

O jovem, cuja taxa de álcool no sangue era três vezes maior que a permitida no dia do incidente, ainda está sob liberdade condicional e será monitorado por uma tornozeleira eletrônica, com base no ditado pela corte judicial, até que cumpra 26 anos.

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