Salvini diz que se governar Itália acabará com sanções "absurdas" à Rússia

Roma, 2 abr (EFE).- O líder da Liga Norte e da coalizão de direitas que ganhous as eleições gerais de 4 de março na Itália, Matteo Salvini, afirmou nesta segunda-feira que se ele governar o país na próxima legislatura, acabará com as sanções "absurdas" contra a Rússia que prejudicam a economia italiana.

"Fora estas sanções absurdas que estão causando um dano incalculável à economia italiana", afirmou Salvini em mensagem no Twitter.

Além disso, o líder da ultradireitista Liga Norte também ressaltou que com ele no Executivo italiano o país contará com "um ministro que se ocupe dos direitos e das necessidades dos incapacitados".

"Não vejo a hora de passar das palavras aos fatos. Os últimos serão os primeiros! ", acrescentou.

A criação no país de um ministério que atenda às pessoas com incapacidade já foi uma promessa lançada por Salvini durante a campanha eleitoral.

A mensagem foi escrita apenas dois dias antes do início da rodada de consultas convocada pelo chefe do Estado, Sergio Mattarella.

Mattarella se reunirá com os presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado e com os diferentes grupos parlamentares entre 4 e 5 de abril com a intenção de conhecer se algum candidato a primeiro-ministro goza das simpatias suficientes para formar um Executivo que depois receba a confiança do Parlamento.

As eleições de 4 de março não deram maioria para governar a nenhum grupo político, por isso que serão necessárias negociações para configurar um Executivo.

A coalizão de direita e o Movimento Cinco Estrelas (M5S) pactuaram recentemente repartir as presidências das câmaras, mas será preciso ver sem conseguem se entender para governar juntos.

E um dos seus principais obstáculos é o candidato a primeiro-ministro: a coalizão de direitas considera que o próximo chefe de Governo da Itália deve ser eleito por esta aliança, que venceu o pleito, o M5S reiterou que só avalia apoiar um Executivo com seu candidato, Luigi Di Maio, à frente.

O Partido Democrata, que governou nos últimos cinco anos e que obteve um ruim resultado eleitoral, insistiu nas últimas semanas em que se manterá na oposição e não apoiará um Executivo nem do M5S e nem de direita.

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