Advogado ligado à campanha de Trump é o primeiro condenado no caso Rússia

Washington, 3 abr (EFE).- O advogado holandês Alex van der Zwaan foi condenado nesta terça-feira a 30 dias de prisão e ao pagamento de uma multa de US$ 20 mil por mentir ao FBI sobre sua ligação com a campanha do atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Genro de um oligarca russo, Van der Zwaan é o primeiro condenado da investigação conduzida pelo procurador especial Robert Mueller sobre os possíveis vínculos da campanha de Trump com o governo da Rússia, acusado de interferir nas eleições americanas em 2016.

"O senhor mentiu para o FBI e isso é uma ofensa grave. Enviaria uma mensagem ruim às demais pessoas se você não fosse condenado, elas se aproveitariam, embora não acredite ser necessário um grande castigo", disse a juíza Amy Berman Jackson, da Corte do Distrito de Columbia, ao decretar a sentença.

Após cumprir a pena, o acusado ainda será vigiado por dois meses.

A pena imposta a Van der Zwaan está dentro do esperado. Anteriormente, a juíza do caso afirmou que cogitava condenadá-lo a um máximo de seis meses de prisão.

Além disso, ela autorizou que Van der Zwaan viaje para Londres em agosto para assistir ao nascimento de seu primeiro filho. O assunto era tratado como prioridade pelos advogados do holandês.

"O que eu fiz foi ruim, peço desculpas a essa corte e a minha esposa", disse o condenado na audiência realizada hoje.

Van der Zwaan se declarou em fevereiro culpado de ter mentido ao FBI e ao escritório de Mueller durante um interrogatório realizado em 3 de novembro do ano passado. Na época, ele escondeu contatos com dois dos principais investigados no caso Rússia: Paul Manafort, ex-chefe de campanha de Trump, e Rick Gates, assessor de Manafort.

Mueller afirma que Van der Zwaan não atuou na campanha do presidente americano, mas, junto com Gates, conversou com um agente da inteligência russa, identificado como "indivíduo A", entre setembro e outubro de 2016, pouco antes das eleições.

A imprensa local identificou o "indivíduo A" como Konstantin Kilimnik, o homem de confiança de Manafort na Ucrânia. O FBI considera que Kilimnik tem vínculos diretos com o Kremlin.

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