Afeganistão confirma morte de 45 talibãs em bombardeio e admite baixas civis

Cabul, 3 abr (EFE).- O exército do Afeganistão confirmou nesta terça-feira a morte de 45 talibãs em um bombardeio ontem das Forças Aéreas na província de Konduz, enquanto o governo admitiu a morte de um número indeterminado de civis na região, algo que atribuiu a disparos dos insurgentes.

Hanif Rezaee, porta-voz do exército afegão, disse à Agência Efe que pelo menos 45 talibãs morreram e outros 25 ficaram feridos no bombardeio e insistiu sobre a presença de líderes insurgentes na região.

"Uma célula quase completa de líderes talibãs para o nordeste do Afeganistão foi eliminada no bombardeio, 11 deles líderes e comandantes talibãs de alto nível, incluindo um membro do Conselho de Quetta (endereço insurgente)", apontou a fonte.

Os talibãs acusaram ontem as autoridades afegãs de terem bombardeado uma escola de ensinamentos islâmicos e afirmam que 150 civis morreram ou ficaram feridos no ataque.

O governo se limitou a confirmar um número indeterminado de civis, vítimas de disparos dos insurgentes e não pelo fogo dos helicópteros militares.

O porta-voz do Ministério da Defesa, Muhammad Radmanish, afirmou hoje em entrevista coletiva que as Forças Armadas atacaram líderes talibãs e que depois os insurgentes "atacaram os civis que estavam ao seu ao redor na área com armas curtas".

Por sua vez, a missão da ONU no país (Unama) indicou que está investigando os fatos para esclarecer os detalhes do ocorrido e determinar se houve vítimas civis.

"A Unama está estudando ativamente a alarmante informação sobre sérios danos a civis ontem em um bombardeio em Dasht-e Archi e Konduz", apontou a missão em sua conta no Twitter, ao informar que uma equipe especializada em direitos humanos já se encontra no local.

A província de Konduz é um dos lugares onde os talibãs estabeleceram uma oposição mais ferrenha ao governo afegão, chegando inclusive a dominar a capital provincial homônima em duas ocasiões, em 2015 e 2016.

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