Governo equatoriano rejeita "mediatização" de vídeo dos sequestrados

Quito, 3 abr (EFE).- O Governo equatoriano rejeitou nesta terça-feira a divulgação de um vídeo no qual aparecem os três integrantes da equipe jornalística do jornal "El Comércio" sequestrados em 26 de março e pediu um uso responsável da informação que não interfira nos esforços de mediação.

"O Governo Nacional perante a divulgação de um vídeo por parte de um meio de comunicação colombiano, no qual são expostos os três integrantes da equipe jornalística sequestrada, expressa seu profundo mal-estar e rejeição", indica o Executivo em comunicado divulgado hoje pela Secretaria de Comunicação.

No vídeo, que dura 22 segundos, os sequestrados asseguram que as suas vidas estão nas mãos do presidente equatoriano, Lenin Moreno, e que os seus sequestradores pedem "em troca" três companheiros "detidos no Equador" para deixá-los em liberdade.

No comunicado, o Governo faz uma chamada ao uso responsável da informação.

"O bem-estar dos cidadãos e de suas famílias é prioridade para o nosso Governo, por esta razão o uso da informação foi e seguirá sendo absolutamente responsável e coerente com os processos em andamento para a liberação de nossos cidadãos", afirmou.

O ministro pediu aos veículos de imprensa equatorianos que exerçam responsabilidade no tratamento informativo sobre o caso, ao mesmo tempo que censurou a emissão do vídeo por parte do meio colombiano.

"Rejeitamos energicamente a mediatização do vídeo por parte do canal de televisão colombiano e reiteramos o nosso pedido aos veículos de imprensa nacionais para um uso responsável e correto da informação, que não lese os familiares e nem afete de modo algum o processo de investigação", insistiu o Governo.

Por fim, o Executivo equatoriano afirmou que "realiza todos os esforços necessários, através das unidades especializadas" para conseguir a libertação dos três cidadãos capturados há mais de uma semana.

"Senhor presidente Lenin Moreno, nossas vidas estão em suas mãos. A única coisa que querem é a troca de seus três detidos no Equador pelas nossas vidas, as nossas três vidas", afirmou no vídeo o jornalista Javier Ortega.

Ortega acrescentou que os sequestradores estão pedindo também "o anulação desse convênio que têm o Equador e a Colômbia para acabar com o terrorismo".

A equipe do jornal "El Comércio", integrada por Ortega (32 anos), o fotógrafo Paúl Rivas (45) e o motorista Efraín Segarra (60), foi sequestrada na fronteira entre o Equador e a Colômbia e desde então não tinham notícias sobre eles.

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