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Peru confirma decisão de retirar convite de Maduro para a Cúpula das Américas

03/04/2018 18h42

Lima, 3 abr (EFE).- O governo do Peru confirmou nesta terça-feira a decisão de retirar o convite do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, para participar da oitava edição da Cúpula das Américas, que será realizada em Lima na próxima semana.

"Essa é uma firme decisão que não será mudada", afirmou o novo ministro de Relações Exteriores do Peru, Néstor Popolizio, que assumiu o cargo ontem.

O chanceler explicou que a medida é uma resposta à decisão do governo de Maduro de "impossibilitar eleições livres e justas, que contem com legitimidade e credibilidade na Venezuela".

O Ministério de Relações Exteriores do Peru anunciou que retiraria o convite de Maduro no dia 15 de fevereiro, ainda no governo de Pedro Pablo Kuczynksi, que renunciou ao cargo em março.

Na época, o governo do Peru argumentou que, de acordo com a Declaração de Québec, qualquer alteração ou ruptura inconstitucional da ordem democrática constitui um obstáculo insuperável para a participação do processo da Cúpula das Américas".

A decisão foi apoiada pelos países que integram o chamado Grupo de Lima, entre eles o Brasil.

Após o anúncio inicial da Chancelaria peruana, Maduro e diferentes porta-vozes do governo da Venezuela afirmaram que o presidente iria ao evento apesar de ter sido desconvidado.

O novo chanceler do Peru ressaltou hoje que a política externa do país tem como princípio a defesa da democracia e o respeito aos direitos humanos antes de qualquer tipo de ameaça.

Já com foco no público interno do país, Popolizio afirmou que a Cúpula das Américas será um encontro de grande importância nacional e regional. Para o chanceler, a unidade de todos os atores políticos peruanos é necessária para garantir que o evento seja um sucesso.

"Confio que faremos com que a Cúpula das Américas cumpra com as expectativas despertadas", prometeu o chanceler.