UE diz à Rússia que é "imperativo" que coopere com Londres e OPAQ

Haia, 4 abr (EFE).- A União Europeia (UE) disse nesta quarta-feira que é "imperativo" que a Rússia responda às "perguntas legítimas" do Governo britânico sobre o caso Skripal e comece a cooperar com a Organização para a Proibição das Armas Químicas (OPAQ).

O representante búlgaro perante a OPAQ, Krassimir Kostov, assegurou em nome da UE durante a reunião de emergência realizada hoje por essa organização em Haia que é "totalmente inaceitável" a "avalanche de insinuações" das autoridades russas dirigidas contra vários Estados europeus por causa do envenenamento no Reino Unido do ex-espião russo Serguei Skripal.

Kostov, cujo país desempenha a presidência rotativa da UE neste semestre, disse que há muita preocupação pelas palavras ditas pelo porta-voz de Relações Exteriores da Rússia, que está preparando o palco para rejeitar os resultados do trabalho da OPAQ sobre o incidente de Salisbury".

A OPAQ está reunida em um encontro de emergência em Haia convocado pela Rússia para "tratar a questão" do envenenamento do ex-espião russo Serguei Skripal e de sua filha Yulia na cidade britânica de Salisbury.

Kostov reiterou o apoio da União Europeia às autoridades de Londres nesta questão e condenou o uso, pela primeira vez, "de um agente nervoso de tipo militar, desenvolvido pela Rússia, em território europeu em mais de 70 anos".

A Rússia pediu hoje que faça parte das investigações que está sendo realizada pela OPAQ em relação ao envenenamento, uma proposta que a delegação britânica perante este organismo qualificou de "perversa".

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