Trump enviará de 2 mil a 4 mil militares à fronteira com o México

Washington, 5 abr (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quinta-feira que planeja mandar "entre 2 mil e 4 mil" militares à fronteira com o México, um dia depois de ordenar que o corpo de reservistas da Guarda Nacional atue em toda a região para combater a imigração ilegal.

Em entrevista a jornalistas no avião que o levava de Virgínia Ocidental a Washington, Trump revelou o número aproximado ao ser perguntado sobre quantos membros da Guarda Nacional enviará à fronteira e se eles ficarão até a conclusão de seu prometido muro.

"Provavelmente manteremos todos ou grande parte (até que o muro esteja construído), afirmou Trump, além de acrescentar que o governo americano ainda não terminou o cálculo de quanto custará esta operação nos estados de fronteira.

Trump ordenou ontem que Washington trabalhe com os governadores destes estados para mobilizar e enviar "o mais rápido possível" os membros da Guarda Nacional à fronteira, mas até agora não tinha indicado quantos seriam disponibilizados.

A lei americana proíbe o uso de militares para tarefas de segurança e ordem pública em nível nacional, por isso os membros da Guarda Nacional terão um papel limitado na fronteira e não poderão deter imigrantes.

Espera-se que a Guarda Nacional apoie os patrulheiros de fronteira em operações aéreas para detectar atividades ilegais, assim como em trabalhos mecânicos, como reparação de veículos, além de oferecer cuidados médicos aos imigrantes que necessitarem.

"O que faremos será liberar os agentes de fronteira para que podem fazer cumprir a lei", disse hoje a secretária de Segurança Nacional, Kristjen Nielsen.

Os governadores republicanos dos estados de Texas, Arizona e Novo México já respaldaram a iniciativa de Trump, restando o posicionamento da Califórnia, que pelo seu tamanho e claro domínio democrata tem sido um dos principais contrapesos às políticas do presidente, especialmente em matéria migratória.

O governo Trump atribuiu a decisão de enviar os militares ao aumento de apreensões de imigrantes ilegais na fronteira em fevereiro e março deste ano, além da inação do Congresso a respeito das tentativas de reforma migratória do presidente.

O anúncio foi feito depois que Trump se enfureceu ao tomar conhecimento de que uma caravana de centenas de imigrantes centro-americanos percorria o México em direção aos EUA.

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