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Venezuela suspende voos com companhia panamenha Copa Airlines por 90 dias

05/04/2018 23h35

Caracas, 5 abr (EFE).- O Instituto Nacional de Aeronáutica Civil da Venezuela (Inac), informou nesta quinta-feira da suspensão, a partir de amanhã, pelo prazo de 90 dias "prorrogáveis" de "todos os voos" da companhia aérea panamenha Copa Airlines "dentro do território nacional", após ser incluída pelo governo em uma lista de empresas que teriam cometido crimes.

"No que se refere a prevenção do crime organizado e o financiamento do terrorismo, está suspenso a partir do dia 6 de abril de 2018, por um período de 90 dias prorrogáveis, todos os voos da Copa Airlines (Companhia Panamenha de Aviação S.A.) desde e para o território venezuelano", informo o órgão, através de um comunicado divulgado no Twitter.

O Inac afirmou que a decisão "estabelece a devida regulamentação conforme às políticas do Executivo de controle e supervisão de capitais" e "como medida para proteger o sistema financeiro venezuelano".

A Venezuela suspendeu hoje as relações econômicas por 90 dias com um grupo de funcionários panamenhos incluindo o presidente do Panamá, Juan Carlos Varela, assim como com 46 empresas do país centro-americano, entre elas a companhia aérea.

Em uma resolução foi acordada tomar estas medidas pelo "uso recorrente do sistema financeiro panamenho por parte de cidadãos venezuelanos para mobilizar dinheiro e bens provenientes de crimes contra o patrimônio público".

A Venezuela ordenou "a imediata suspensão de toda relação econômica, comercial e financeira com os cidadãos da República do Panamá (indicados em uma lista) sobre a base do princípio de precaução e como medida de proteção" de seu sistema financeiro, econômico e comercial.

Com isso, o governo da Venezuela presume que estas pessoas e empresas cometeram "crimes amparados ao que parece ser a conveniência do governo panamenho e a opacidade do seu sistema financeiro, e com a colaboração de cidadãos panamenhos dentro e fora do país".

Para a Venezuela, as medidas "obedecem ao risco iminente que representam para o sistema financeiro nacional, a estabilidade da atividade comercial do país e a garantia de soberania e independência econômica".

Na semana passada, a Comissão Nacional contra a Lavagem de Dinheiro, um órgão vinculado ao Ministério de Economia e Finanças do Panamá, publicou uma lista de 55 cidadãos venezuelanos que poderiam representar um "alto risco em matéria de lavagem de capitais, financiamento do terrorismo e da proliferação de armas de destruição em massa". Maduro é um dos nomes na relação.

Pouco depois da publicação desta decisão por parte do governo venezuelano, o Panamá informou da saída do seu embaixador na Venezuela, Miguel Mejía, e pediu a Caracas que faça o mesmo com seu representante da diplomacia no país.

"As autoridades panamenhas avaliam o impacto de tais medidas no âmbito econômico e comercial, para identificar outras possíveis futuras ações", afirmou o Ministério das Relações Exteriores do Panamá em comunicado.