Casa Branca afirma que sanções buscam "mudar comportamento" da Rússia

Washington, 4 abr (EFE).- A Casa Branca afirmou nesta sexta-feira que o objetivo das sanções econômicas a 20 funcionários e oligarcas russos é "mudar o comportamento" da Rússia, mas não eliminou a possibilidade de um encontro entre o presidente Donald Trump e seu homólogo russo, Vladimir Putin.

"Gostaríamos que os russos mudassem seu comportamento", disse Sarah Sanders, porta-voz presidencial, na sua entrevista coletiva diária na Casa Branca ao justificar a nova rodada de sanções contra Moscou.

Sanders ressaltou que com esta decisão se demonstra que "ninguém foi tão duro" como Trump na hora de encarar o comportamento da Rússia.

Por outro lado, a porta-voz garantiu que o governo vai "continuar trabalhando para ter uma melhor relação" com Moscou e não descartou a possibilidade de realizar uma cúpula entre ambos líderes "em algum momento".

O secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, justificou as sanções contra a Rússia por suas "ações perversas no mundo todo", entre as quais citou a suposta ingerência nas eleições americanas de 2016, a anexação da Crimeia em 2014 e seu apoio ao regime sírio com a entrega de armas para que Bashar al Assad bombardeie "seus próprios civis".

Entre os indivíduos sancionados, que verão congelados seus ativos sob jurisdição americana, se encontram vários oligarcas muito próximos a Putin.

Um deles é Kirill Shamalov, que se casou em 2013 com a filha mais nova de Putin e cuja riqueza "melhorou dramaticamente" depois do casamento, de modo que em 18 meses passou a ser um dos principais acionistas da empresa energética russa Sibur, que exporta petróleo e gás.

Outro dos sancionados é Igor Rotenberg, filho de Arkady Rotenberg, e um dos amigos da infância de Putin.

Apesar dos constantes atritos, tanto Washington como Moscou mostraram sua disposição de realizar um encontro entre Trump e Putin, em data e local ainda não definidos.

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