Ex-presidente da Coreia do Sul declarada culpada por abuso de poder e coação

Seul, 6 abr (EFE).- A ex-presidente da Coreia do Sul, Park Geun-hye, foi nesta sexta-feira considerada culpada por um tribunal de Seul de várias acusações de abuso de poder, coação e suborno dentro da trama de corrupção da "Rasputina", que forçou sua cassação em janeiro de 2017.

A sentença, que foi transmitida ao vivo pela TV, considera comprovada que a ex-presidente conservadora e sua amiga Choi Soon-sil, conhecida como a "Rasputina", criaram uma vasta rede de favores através da qual extorquiram grandes empresas como Samsung, Hyundai e Lotte.

Park, de 66 anos, foi estava preventivamente desde março de 2017 e foi o primeiro chefe de Estado sul-coreano cassado na democracia, cuja saída motivou uma antecipação nas eleições, vencidas em maio do ano passado pelo liberal Moon-Jae-in.

A promotoria pediu para ela 30 anos de prisão e o pagamento de uma multa de 118,5 bilhões de wons (US$ 95 milhões).

Na portas do tribunal uma multidão de simpatizantes da ex-presidente se reuniu, agitando bandeiras do país e mostrando cartazes em inglês onde estavam escrito: "Parem os processos mortais contra Park Geun-hye" ou "O Estado de Direito morreu".

A ex-governante, que não comparece ao tribunal desde outubro do ano passado, alegando que estava sendo julgada de maneira imparcial, presa preventivamente sem motivo, também não participou da audiência de hoje.

É a primeira vez que a Coreia do Sul transmite pela televisão o veredicto de uma causa penal, depois que a Suprema Corte aprovasse no ano passado uma emenda para permitir esta cobertura, se o próprio tribunal considerasse um caso de interesse público.

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