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Forças pró-Assad invadem arredores de último reduto rebelde de Ghouta

06/04/2018 15h09

Beirute, 6 abr (EFE).- A Guarda Republicana, o corpo de elite das tropas governamentais sírias, invadiu nesta sexta-feira as fazendas da cidade de Duma, perto desta localidade, que é o último reduto rebelde que resta em Ghouta Oriental, nos arredores de Damasco, informou a televisão síria.

A emissora afirmou que as Forças Armadas iniciaram este ataque depois que o Exército do Islã, a facção islamita que controla Duma, lançou vários projéteis contra a capital e a área de Dahie al Assad, dominada pelas autoridades e perto da população de Harasta, ataques que causaram a morte de uma pessoa e feriram outras 15.

Além do ataque terrestre, a Força Aérea Nacional bombardeou diferentes pontos de Duma.

O canal mostrou imagens dessa cidade, desde onde era possível colunas de fumaça.

Durante a última semana, a Rússia, aliada do Governo sírio, e o Exército do Islã fizeram negociações para pacificar Duma e inclusive alcançaram um acordo para evacuar esta cidade, que está suspenso desde ontem por divergências entre as partes.

A televisão síria acusou o Exército do Islã de ter obstruído essas conversas.

Anteriormente, o Observatório Sírio de Direitos Humanos informou que pelo menos quatro pessoas tinham morrido e outras 25 tinham ficado feridas por supostos bombardeios russos contra Duma, após dez dias de calma relativa.

A fonte precisou que os aviões lançaram 12 ataques contra a população, enquanto vários projéteis impactaram na área de Dahie al Assad.

As negociações entre a Rússia e o Exército do Islã se prolongaram até hoje em uma tentativa de salvar o pacto alcançado no domingo, que estipulava a saída dos milicianos desta fação e os civis que o desejassem deixar Duma e ir para Bab e Yarablus, no nordeste da província setentrional de Aleppo.

Essas duas zonas estão dominadas por rebeldes apoiados pela Turquia.

Segundo o Observatório, havia um corrente dentro do Exército do Islã que se opunha à saída dos guerrilheiros de Duma, uma vez que o acordo de evacuação na prática supõe a rendição deste grupo.

Os meios de comunicação oficiais sírios afirmaram ontem que a evacuação sofria atrasos por desavenças dentro das fileiras do Exército do Islã.