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Malásia dissolve Parlamento para poder convocar eleições gerais

06/04/2018 02h57

Bangcoc, 6 abr (EFE).- O primeiro-ministro da Malásia, Najib Razak, anunciou nesta sexta-feira a dissolução do Parlamento, o que permitirá convocar as próximas eleições gerais, onde buscará sua reeleição.

O governante afirmou que obteve o consentimento protocolar para dissolver o legislativo do sultão de Kelantan, que este ano ostenta a chefia de Estado rotatória, em uma declaração retransmitida pela televisão estatal "RMT1".

Najib acrescentou que agora a comissão eleitoral deverá marcar a data para os próximas eleições, cujo limite é o dia 24 de agosto e que, segundo a legislação local, devem ser celebradas 60 dias depois da dissolução do Parlamento.

Primeiro-ministro desde 2009, ele se apresentará pela segunda vez à reeleição como candidato da Organização Nacional dos Malaios Unidos (UMNO), o principal parceiro da coalizão Frente Nacional (Barisan Nasional) que governa o país desde 1973.

Razak foi reeleito após as eleições de 2013, apesar de ter conseguido menos voto popular que a coalizão opositora, graças à lei eleitoral que representa as zonas rurais e de maioria malaia.

O último mandato esteve marcado pela prisão do líder da oposição, Anwar Ibrahim, condenado em 2015 a cinco anos por um crime de sodomia, e pelo escândalo de corrupção vinculado a um fundo estatal de investimentos.

Uma investigação do "The Wall Street Journal" e do site "Sarawak Report" revelou em 2015 o desvio de aproximadamente US$ 700 milhões do fundo 1Malaysia Development Berhard (1MDB) para as contas pessoais do primeiro-ministro.

Najib e 1MDB negaram ter cometido qualquer crime e uma investigação da Promotoria malaia inocentou o primeiro-ministro em janeiro de 2016.