PT nega que Lula esteja negociando para se entregar à polícia

São Paulo, 6 abr (EFE).- A presidente do PT, Gleisi Hoffmann, negou nesta sexta-feira que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteja negociando sua entrega à Polícia Federal após o fim do prazo outorgado pelo juiz Sérgio Moro para apresentar-se voluntariamente às autoridades.

"Tem um monte de notícias que não são corretas veiculadas pelos grandes jornais (...) e esses sites da grande mídia que não gostam do presidente e que fazem campanha contra ele de que há negociações e entregas", afirmou a senadora em um vídeo divulgado pelo PT em seu perfil no Facebook.

A ordem de prisão emitida por Moro concedeu a Lula um prazo que terminou às 17h desta sexta-feira para entregar-se e começar a cumprir a condenação de 12 anos e um mês de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Lula ignorou o ultimato e permaneceu na sede do Sindicato de Metalúrgicos de São Bernardo do Campo, em São Paulo, sem esclarecer se se entregará depois ou se esperará que a polícia vá buscá-lo.

"Quero dizer que o presidente está aqui com a gente, está aqui protegido pelo povo, tem uma multidão aqui no sindicato", acrescentou a senadora em sua mensagem.

Hoffmann também dá a entender que Lula pensa em dormir hoje de novo no sindicato, já que amanhã pretende participar de uma missa em homenagem à sua esposa, Marisa Letícia, que morreu em fevereiro do ano passado e que completaria amanhã 67 anos.

A missa está prevista para as 9h30 exatamente em frente à sede do sindicato onde Lula tem se reunido com vários dirigentes do PT e de partidos aliados, assim como com representantes sindicais e de movimentos sociais.

"Eu queria convidar todo o mundo para participar dessa missa. Lula estará na missa, falará com as pessoas, falará sobre dona Marisa e falará sobre a sua vida", concluiu a senadora.

Hoffmann também tinha falado com a imprensa pouco antes para esclarecer que Lula não descumpriu nenhuma ordem judicial ao não acatar o prazo estabelecido por Moro.

"Não há por parte de Lula nenhum descumprimento de uma ordem judicial. Ele recebeu a opção de ir a Curitiba para entregar-se e não exerceu essa opção", afirmou.

"Ele está aqui, na sede do sindicato, que é um lugar público. Todo mundo sabe onde está e aqui permanecerá junto com a militância", acrescentou a presidente do PT.

Apesar de o PT negar as negociações, porta-vozes da Polícia Federal disseram que mantêm contatos com os advogados de Lula para negociar uma entrega que evite qualquer tipo de distúrbio.

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