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Japonês é investigado após deixar por 20 anos seu filho preso em uma gaiola

07/04/2018 06h38

Tóquio, 7 abr (EFE).- A polícia do Japão está investigando um homem que supostamente manteve seu filho, que sofre de doença mental, preso por mais de 20 anos, segundo informou neste sábado a agência de notícias "Kyodo".

Aparentemente, o homem, de aproximadamente 70 anos, confessou que manteve seu filho, com mais de 40 anos, em uma gaiola de madeira desde que tinha 16, alegando que o filho apresentava um comportamento violento, segundo explicaram fontes da investigação.

A gaiola estava em uma construção pré-fabricada ao lado de sua casa, na cidade de Sanda, província de Hyodo.

A polícia, que comprovou que o filho está em bom estado de saúde apesar do pequeno tamanho da gaiola, espera acusar o homem de confinamento ilegal.

Aparentemente, o homem revelou a um funcionário da câmara municipal de Sanda, que visitou sua residência em janeiro, que mantinha seu filho trancado e ele tomava banho diariamente.

Em dezembro do ano passado, a polícia japonesa prendeu um casal de Osaka, após descobrir o corpo da sua filha falecida, de 33 anos, que aparentemente tinha sido mantida presa em um pequeno quarto durante 15 anos.

A autópsia revelou que a mulher, que sofreu desnutrição extrema e pesava apenas 19 quilos quando seu corpo foi encontrado, morreu de queimaduras por congelamento, já que o quarto estava revestido apenas de madeira e não tinha nenhum sistema de aquecimento.