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Ministério da Saúde palestino pede remédios e cirurgiões para feridos em Gaza

07/04/2018 07h20

Jerusalém, 7 abr (EFE).- O Ministério da Saúde palestino pediu ajuda urgente à comunidade internacional em meio à falta de remédios e cirurgiões para atender o alto número de feridos nos protestos e incidentes na fronteira de Gaza com Israel, que deixaram 32 mortos e mais de 1.300 feridos por tiros em oito dias.

Em carta assinada pelo médico Ashraf Abu Mahadi, diretor-geral de Cooperação Internacional do Ministério, pede a "todas as organizações humanitárias, agências da ONU e à comunidade internacional ajuda urgente e prática para evitar uma grave catástrofe humanitária e atender a situação calamitosa pela escassez de remédios, equipamentos e cirurgiões especializados".

De acordo com o texto, o Ministério "enfrenta um déficit drástico de seus principais componentes operacionais, como remédios, provisões médicas e pessoal cirúrgico especializado (cardiovascular e ortopedia), o que leva a uma séria deterioração do sistema de saúde em Gaza e interrompe os serviços médicos básicos pondo em risco a vida de pacientes vulneráveis".

Na última sexta-feira, dez pessoas morreram e outras 500 foram feridas por tiros, enquanto mais de mil foram atendidas pelos serviços médicos (incluindo desmaios e asfixia por gás lacrimogêneo) nos protestos da chamada Grande Marcha do Retorno, que começou no último dia 30 para exigir o direito ao regresso dos refugiados aos lares que abandonaram após a criação de Israel, em 1948.

Na primeira jornada de protestos, há oito dias, as manifestações até a fronteira com Israel (que devem se repetir até 15 de maio) tiveram mais de 800 feridos por bala e 17 mortos, que chegaram a 22 ao longo da semana.

Israel advertiu que não permitirá que ninguém cruze o território nem tente atentar contra a cerca de separação.