Puigdemont pede mediação internacional e descarta renunciar como deputado

Berlim, 7 abr (EFE).- O ex-presidente catalão Carles Puigdemont descartou neste sábado que renunciará à cadeira de deputado no Parlamento da Catalunha e disse ser necessária uma mediação internacional para solucionar o conflito com o governo da Espanha, que, segundo ressaltou, é político e não judicial.

Puigdemont confirmou em entrevista coletiva em Berlim, após sair da prisão de Neumünster na última sexta-feira, que fixará a sua residência na capital alemã até que a justiça do país resolva o pedido de extradição à Espanha.

Conforme explicou, Puigdemont não tem a intenção de interferir na política alemã, mas considera ser necessária uma mediação internacional, com ajuda "de outro país - exceto a Espanha - ou de uma organização internacional".

Puigdemont reiterou que "não tem por que" renunciar à cadeira de deputado para facilitar uma posse porque tem seus "direitos intactos" e também ressaltou que renunciou "provisoriamente" à candidatura à presidência do governo regional da Catalunha para facilitar a formação de um governo.

Neste contexto, voltou a pedir "uma mudança de estratégia" a Madri, de modo que permita a posse do "número dois" de seu partido, JxCat, Jordi Sànchez, apesar de estar preso na capital espanhola e após o Comitê de Direitos Humanos da ONU ter aceitado o trâmite de sua reivindicação.

"Peço que mudem de estratégia e dêem o primeiro passo para que este conflito, que é político, possa ter uma resolução política", manifestou Puigdemont em pedido ao governo espanhol.

Permitir que Sànchez seja eleito presidente da Catalunha, segundo sua opinião, seria "um sinal de respeito à democracia" e uma maneira de iniciar "uma nova era de diálogo" para "resolver politicamente um problema que é claramente político ".

"A Espanha tem algum projeto para a Catalunha? Gostaríamos de vê-lo e discuti-lo, estamos dispostos a escutar", afirmou.

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