Topo

Congressistas dos EUA pedem a Trump resposta firme após ataque na Síria

08/04/2018 16h33

Washington, 8 abr (EFE).- Congressistas democratas e republicanos pediram neste domingo ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que tome medidas em resposta ao ataque químico na Síria, apesar dos últimas tentativas do líder de retirar as tropas americanas desse país.

Trump enviou sinais contraditórios sobre sua provável resposta no país árabe, defendendo a retirada dos EUA do conflito, mas também criticando hoje a resposta branda de seu antecessor, Barack Obama, diante de uma situação similar.

"Claramente, deve haver uma resposta, deve ser uma resposta internacional", disse o senador democrata Ben Cardin, membro do Comitê de Relações Exteriores do Senado, ao programa "Face the Nation", da emissora "CBS".

Por sua vez, o senador republicano Lindsey Graham, membro do Comitê de Serviços Armados da Câmara Alta, concordou com Cardina, mas também aconselhou Trump a manter sua presença na Síria, argumentando que a saída dos EUA ajudaria grupos como o Estado Islâmico (EI) e Hezbollah.

"Eu criaria zonas seguras na Síria onde o povo possa retornar ao seu país e viver uma vida melhor. Treinar os sírios para enfrentar (o presidente sírio, Bashar) Al Assad para que possamos negociar em Genebra em uma posição de força", considerou o legislador.

O conselheiro de Segurança Interior da Casa Branca, Tom Bossert, apontou que não há nada "fora da mesa" a respeito da Síria, enquanto o Departamento de Estado pediu à comunidade internacional que responda de maneira conjunta ao ocorrido.

O presidente da Câmara dos Representantes, o republicano Paul Ryan, afirmou hoje que Assad deve pagar pelo ataque.

"O ataque químico na Síria é um horror que as nações responsáveis não podem tolerar. Os EUA devem continuar liderando um esforço internacional para responsabilizar o regime de Assad e a Rússia por suas ações", acrescentou.

Trump acusou hoje diretamente o presidente russo, Vladimir Putin, e o Irã pelo ataque químico ocorrido no sábado na cidade síria de Duma, onde morreram dezenas de pessoas.

"Muitos mortos, inclusive mulheres e crianças, em um ataque QUÍMICO sem sentido na Síria. A área de atrocidades está bloqueada e cercada pelo exército sírio, ficando completamente inacessível para o mundo exterior. O presidente Putin, a Rússia e o Irã são responsáveis por respaldar o animal Assad", disse hoje o presidente americano em sua conta do Twitter.

Além disso, Trump indicou que os responsáveis por estas ações pagarão um "alto preço" e pediu que a área atacada seja aberta "imediatamente" para o acesso de médicos e verificadores.

Em outro tweet posterior, o presidente atacou seu antecessor, Barack Obama, e afirmou que se ele tivesse "cruzado a sua prometida linha vermelha na areia", o "desastre" sírio teria terminado "há muito tempo".

"O animal Assad teria sido história!", acrescentou Trump sobre a decisão do governo Obama de não responder com força na Síria apesar de ter advertido que o faria em caso de uso de armas químicas.