França pede reunião do Conselho de Segurança da ONU sobre situação em Ghouta

Paris, 8 abr (EFE).- A França pediu neste domingo que o Conselho de Segurança das Nações Unidas se reúna "o mais rápido possível" para analisar a situação na região de Ghouta Oriental, onde um ataque químico perpetrado ontem em Duma supostamente pelo exército sírio deixou dezenas de mortos.

O ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Yves Le Drian, condenou "com a maior firmeza" o assédio à cidade, último reduto rebelde de Ghouta Oriental, e expressou em seu comunicado preocupação com as informações que apontam que esse tipo de armamento foi utilizado.

"O uso de armas químicas é um crime de guerra e uma violação do regime internacional da não proliferação", destacou Le Drian.

O ministro indicou que, como lembrou em outras ocasiões o presidente francês, Emmanuel Macron, "a França assumirá todas as suas responsabilidades no marco da luta contra a proliferação química".

A Sociedade Médica Síria Americana (SAMS) e a Defesa Civil Síria, grupo conhecido como "capacetes brancos", afirmaram hoje em comunicado que 42 pessoas foram encontradas mortas em casas ou nos refúgios onde se escondiam dos bombardeios em Duma, controlada pelo grupo rebelde Exército do Islã.

O chefe da diplomacia francesa acrescentou que seu país, "junto com seus aliados e as organizações internacionais implicadas", trabalha "ativamente" para verificar o ocorrido.

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