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UE cobra influência Irã e Rússia no regime sírio para frear violência

08/04/2018 14h38

Bruxelas, 8 abr (EFE).- A União Europeia repudiou neste domingo o suposto ataque químico realizado em Duma e pediu para Irã e Rússia utilizarem a influência que têm sobre o regime sírio de Bashar al Assad para frear o aumento da violência, informou o escritório do porta-voz do Serviço Europeu de Ação Externa (SEAE) em comunicado.

"Pedimos aos que apoiam o regime, Irã e Rússia, para que utilizem a sua influência para prevenir mais ataques e garantir a cessação da violência e a redução da violência, com a proteção de civis como absoluta prioridade", em linha com as resoluções da ONU, declarou o SEAE.

A diplomacia comunitária também pressionou o Conselho de Segurança da ONU a restabelecer rapidamente os mecanismos para identificar os responsáveis pelos ataques químicos e afirmou que a assunção de responsabilidades pelos autores "é crucial".

O SEAE lembrou que a UE impôs em 2017 e 2018 medidas restritivas adicionais a funcionários de alto cargo e cientistas responsáveis pelo uso de armas químicas na Síria e reiterou que "é muito reprovável que Moscou tenha vetado a renovação do mandato para uma investigação conjunta em novembro de 2017".

A UE apontou que já se passou um ano desde os "aterrorizantos ataques em Khan Shaykhun" e que continua sendo "um assunto de grande preocupação a utilização de armas químicas, especialmente contra civis".

"A União condena nos termos mais firmes o uso de armamento químico e pede uma resposta imediata da comunidade internacional", acrescenta o texto.

A Defesa Civil síria e ONGs denunciaram que as forças leais ao presidente realizaram no sábado um ataque químico em Duma que causou a morte de pelo menos 42 civis e afetou outros 500.

Tanto as autoridades sírias como a Rússia negaram de maneira contundente o uso de armas químicas nos bombardeios de Duma e nenhuma outra fonte independente a confirmou.

Duma é a única cidade de Ghouta Oriental que ainda está em poder dos rebeldes, após as autoridades terem retomado o restante da região, em alguns casos por meio das armas e em outros em virtude de acordos assinados com os grupos rebeldes, que na prática equivalem a uma rendição.