Congressistas pedem que Kenji Fujimori retifique declaração sobre Odebrecht

Lima, 9 abr (EFE).- Três congressistas do partido opositor Força Popular, entre eles o presidente do Parlamento do Peru, pediram nesta segunda-feira ao legislador Kenji Fujimori que retifique suas declarações nas quais os vinculou a supostos aportes ilegais da empresa brasileira Odebrecht.

A legisladora Ursula Letona disse à "RPP Notícias" que não recebeu dinheiro da Odebrecht para a campanha eleitoral de 2011 e exigiu de Fujimori uma retificação, pois caso contrário apresentará uma denúncia por difamação contra ele.

No mesmo sentido, o presidente do Congresso, Luis Galarreta, afirmou em sua conta do Twitter, que "Kenji mente e pretende prejudicar a honra quando está claro que tentou comprar votos ao estilo 'montesinista'", em alusão ao ex-assessor presidencial Vladimiro Montesinos, condenado por corrupção.

Galarreta também pediu uma retificação de Fujimori porque afirmou que não há provas de que tenha recebido dinheiro da construtora brasileira, investigada no Peru por supostamente financiar irregularmente várias candidaturas presidenciais nas últimas eleições.

Por sua vez, a parlamentar Lourdes Alcorta disse que Fujimori é "um pobre diabo", ao rejeitar as acusações.

"Não se constrói uma imagem na vida para que um bastardo venha para enlameá-la", expressou a legisladora em sua conta do Twitter.

O jornal "Correo" publicou ontem o trecho de um vídeo de Fujimori gravado pelo legislador do Força Popular Moisés Mamani, no qual afirma que "Letona, Alcorta e Galarreta receberam dinheiro de Odebrecht".

No vídeo, Kenji Fujimori tenta convencer Mamani a votar contra a destituição do ex-presidente Pedro Pablo Kuczynski, investigado exatamente de ter vínculos com a Odebrecht quando foi ministro do ex-presidente Alejandro Toledo (2001-2006).

A Procuradoria do Peru informou que os vídeos e gravações entregues por Mamani para a investigação aberta contra Kenji Fujimori e outros dois legisladores pela suposta compra de votos estavam lacrados, e portanto não poderiam ter sido vazados à imprensa.

De forma paralela, Kenji Fujimori e os legisladores Guillermo Bocángel e Bienvenido Ramírez enfrentam processo no Parlamento no qual podem perder o foro privilegiado, depois de terem sido gravados oferecendo a Mamani obras e negócios em sua região em troca de votar contra a destituição de Kuczynski.

Nos vídeos, Kenji também se vangloria de ter conseguido a libertação de seu pai, o ex-presidente Alberto Fujimori, que foi indultado em dezembro, após apoiar Kuczynski na primeira tentativa de destituição.

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