Irã acusa Israel por bombardeio na Síria e confirma morte de 4 assessores

Teerã, 9 abr (EFE).- O governo do Irã acusou Israel nesta segunda-feira pelo bombardeio contra uma base aérea na Síria, no qual morreram quatro assessores militares iranianos, e denunciou que o ataque busca fortalecer os terroristas.

"A invasão do regime sionista contra a Síria é uma violação da soberania nacional desse país e é contrária a todas as leis e regulações internacionais", ressaltou o porta-voz de Relações Exteriores iraniano, Bahram Qasemi.

O porta-voz também considerou que, levando em conta que "a evolução no terreno é benéfica para o governo legal sírio", é indubitável que esta ação de Israel procura "fortalecer os grupos terroristas".

Em seu comunicado, Qasemi reiterou o "apoio total do Irã à integridade territorial e à soberania nacional da Síria", e pediu à comunidade internacional que condene o bombardeio.

A nota da pasta de Exteriores não se referiu à morte de quatro assessores militares iranianos no ataque, que foi confirmada, no entanto, pela agência "Fars", ligado ao Corpo dos Guardiões da Revolução.

A "Fars" identificou com nome e sobrenome as quatro vítimas iranianas registradas no bombardeio contra a base T4, na província síria de Homs.

Anteriormente, o Observatório Sírio de Direitos Humanos havia informado que 14 soldados sírios e combatentes aliados tinham morrido no ataque, pelo qual as autoridades da Rússia e da Síria também responsabilizaram Israel.

Teerã respalda o regime sírio de Bashar al Assad com assessores militares e milicianos xiitas no terreno, e promove junto com Rússia e Turquia as conversas de paz de Astana, no Cazaquistão.

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