OSCE critica eleições na Hungria por falta de igualdade de condições

Budapeste, 9 abr (EFE).- As eleições parlamentares realizadas no domingo na Hungria não ofereceram a oposição igualdade de condições contra o partido vencedor, o Fidesz, do primeiro-ministro do país, Viktor Orbán, na avaliação de observadores da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE).

"Os gastos excessivos do governo em anúncios que amplificaram a mensagem da campanha da coalizão (de Orbán) solaparam a capacidade dos demais participantes em competir em pé de igualdade", disse o diretor da missão de observação, Douglas Wake.

"Os fundos monetários do Estado e do partido governamental determinaram as eleições de 8 de abril, solapando a possibilidade dos candidatos para competir de maneira equitativa", indicou o relatório elaborado pelos observadores da OSCE.

A delegação também criticou que a campanha eleitoral foi marcada por uma retórica intimidatória e xenófoba. Era uma referência às mensagens do governo de Orbán sobre os perigos representados pela chegada de imigrantes e refugados à segurança do país.

"Os eleitores tiveram uma ampla gama de opções políticas, mas a retórica intimidatória e xenófoba, a imparcialidade dos veículos de imprensa e o financiamento opaco da campanha restringiram o espaço para um autêntico debate político, tornando-se um obstáculo para que os eleitores tomassem decisões plenamente informadas", disseram os observadores do pleito na Hungria no relatório.

"Os direitos e liberdades fundamentais foram respeitados em geral, mas foram exercidos em um clima adverso", afirmou a OSCE.

O partido de Orbán venceu com 48,9% dos votos, o que garantirá ao Fidesz mais de dois terços das cadeiras do parlamento, maioria necessária para realizar reformas constitucionais.

"Embora os veículos públicos de comunicação tenham oferecido a possibilidade de os atores políticos se manifestarem, os noticiários transmitiam a opinião do governo", criticou Wake.

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