Papa adverte que "Igreja não precisa de burocratas", mas de missionários

Cidade do Vaticano, 9 abr (EFE).- O papa Francisco advertiu que "a Igreja não precisa de tantos burocratas e funcionários, mas de missionários apaixonados, devorados pelo entusiasmo de comunicar a verdadeira vida".

Francisco fez estas reflexões em sua terceira exortação apostólica intitulada "Gaudete et Exsultate" ("Alegrai-vos e exultai") que o Vaticano publicou nesta segunda-feira e na qual é abordada a "santidade no mundo contemporâneo", seus "riscos, desafios e oportunidades".

Nela, o papa elogia os "sacerdotes, religiosas, religiosos e laicos que se dedicam a anunciar e a servir com grande fidelidade, muitas vezes arriscando suas vidas e certamente à custa de sua comodidade".

"Os santos surpreendem, desinstalam, porque suas vidas nos convidam a sair da mediocridade tranquila e anestesiante", disse o pontífice.

Francisco lembra também que "para ser santo não é necessário ser bispo, sacerdote, religiosa ou religioso", mas qualquer um pode ser com o seu comportamento diário.

"Muitas vezes temos a tentação de pensar que a santidade está reservada só a quem tem a possibilidade se distanciar das ocupações ordinárias, para dedicar muito tempo à oração. Não é assim. Todos nós estamos chamados a ser santo vivendo com amor e oferecendo o próprio testemunho nas ocupações da cada dia, ali onde cada um se encontra", avaliou.

O papa também envia uma mensagem aos leitores: "O que queria lembrar com esta exortação é, sobretudo, o chamado à santidade que o Senhor faz a cada um de nós, esse chamado que se dirige também a ti".

"Gosto de ver a santidade no povo de Deus paciente: os pais que criam com tanto amor seus filhos, nesses homens e mulheres que trabalham para levar o pão à sua casa, nos doentes, nas religiosas idosas que seguem sorrindo", acrescenta.

Finalmente, Francisco aconselha a não "se desalentar", contemplando "modelos de santidade" que parecem "inalcançáveis", a tomar "testemunhos que são úteis para nos estimular e motivar", mas não para "copiá-los", porque a imitação afasta "do caminho único e diferente que o Senhor tem" para cada pessoa.

O papa conclui a exortação, que sucede as "Evangelii gaudium" (2013) e "Amoris laetitia" (2016), esperando que "estas páginas sejam úteis para que toda a Igreja se dedique a promover o desejo da santidade".

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