Piedad Córdoba abandona sua pretensão de concorrer à presidência da Colômbia

Bogotá, 9 abr (EFE).- A candidata presidencial da Colômbia, Piedad Córdoba, anunciou nesta segunda-feira sua saída da disputa eleitoral pelo movimento Poder Ciudadano (em espanhol) por motivos familiares.

Piedad explicou hoje em um evento em Bogotá que sua saída da disputa presidencial se deve à saúde delicada de sua mãe, que está hospitalizada, e pediu a seus correligionários que a "entendam".

"A minha saída da corrida eleitoral não pressupõe de forma alguma minha saída da política", garantiu Piedad, já que, para ela, "a política é uma paixão".

O seu companheiro de chapa, Jaime Araújo, denunciou que Piedad foi "discriminada" durante a campanha presidencial por ser "mulher", "afrodescendente" e por suas ideias de orientação de esquerda.

"Piedad Córdoba foi discriminada por três coisas: por ser mulher, por ser afro e por ser mulher democrática", garantiu Araújo, que criticou o fato de a candidata não ter sido convidada aos debates presidenciais.

Piedad, por sua vez, afirmou que foi "invisibilizada" na campanha para as eleições presidenciais de 27 de maio para as quais as últimas pesquisas lhe davam menos de 1% das intenções de voto.

A política foi senadora entre 1994 e 2010 pelo Partido Liberal, e em 2010 foi inabilitada por 18 anos pelo então procurador-geral da Colômbia, Alejandro Ordóñez, por supostos vínculos com a guerrilha das Farc, hoje transformadas em partido político.

A medida foi cancelada em outubro de 2016 pelo Conselho de Estado e a ex-senadora pôde retomar sua atividade política.

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