Portadores de Parkinson recorrem à ONU por falta de remédios na Venezuela

Caracas, 9 abr (EFE).- Sem remédios desde agosto do ano passado, dezenas de portadores de Parkinson exigiram nesta segunda-feira que as autoridades de saúde venezuelanas retomem o programa pelo qual recebiam os medicamentos e pediram a mediação da representação das Nações Unidas (ONU) no país diante da situação.

"Exigimos que o Estado retome imediatamente o convênio do programa Siamet do remédio Sinemet 25/250 miligramas, que beneficia 17 mil pacientes", disse Aida Cabreras, vice-presidente da Fundação Parkinson na Venezuela, em protesto em frente à sede da ONU em Caracas.

Essa organização, beneficiada com remédios por um convênio entre o Ministério da Saúde e a rede de farmácias Farmatodo, entregou aos representantes da ONU no país um documento pelo qual solicita "mediação" para que os portadores de Parkinson possam "receber o mais rápido possível todo o tipo de ajuda e doações".

A vice-presidente da fundação denunciou que desde agosto do ano passado morreram nove portadores de Parkinson devido à falta de remédios. Durante o protesto, alguns dos presentes pediram entre gritos e lágrimas ajuda para conseguir os remédios.

"Estamos morrendo, estamos morrendo de fome, de negligência, de insegurança, por remédios. Até quando este governo vai nos fazer passar por isto?", protestou Elisa Plaja, cujo irmão é portador da doença.

Os manifestantes também contaram com o apoio de outras ONGs. A Fundação Parkinson na Venezuela tem registradas 17 mil pessoas que vivem com a doença, embora cálculos apontem que há 33 mil portadores no país. A Venezuela atravessa uma grave crise de remédios e alimentos há mais de três anos.

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