Putin diz a Merkel que é "inadmissível" acusar Síria por ataque químico

Moscou, 9 abr (EFE).- O presidente da Rússia, Vladimir Putin, declarou nesta segunda-feira que é "inadmissível" acusar a Síria de um novo ataque químico contra a população civil, em conversa por telefone com a chanceler da Alemanha, Angela Merkel.

"A parte russa destacou que são inadmissíveis as provocações e especulações a respeito", informou o Kremlin em comunicado.

Segundo a nota oficial, Putin "compartilhou pontos de vista" com Merkel sobre as acusações feitas contra o regime de Bashar al Assad por um suposto ataque com armas químicas contra o reduto opositor de Duma.

A Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ) já começou a investigar o suposto ataque governamental, que teria matado 42 civis e ferido outros 500 no sábado.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, responsabilizou no último domingo o chefe do Kremlin e o Irã por "apoiarem o animal (Bashar al) Assad", enquanto o Pentágono não descartou ações militares contra a Síria.

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, garantiu nesta segunda-feira que especialistas russos não encontraram restos de substâncias químicas em Duma.

"Nossos especialistas militares e também os representantes sírios do Crescente Vermelho já estiveram nesse lugar. Não encontraram nenhum rastro do uso de cloro ou outra substância química contra civis", declarou Lavrov à imprensa.

O Centro de Reconciliação Russo na Síria emitiu um comunicado no qual os médicos do hospital de Duma disseram que não tinham receberam nenhum doente com sintomas de intoxicação química.

A Defesa Civil síria e ONGs denunciaram que as forças leais ao presidente realizaram no sábado um ataque químico em Duma que causou a morte de pelo menos 42 civis e afetou outros 500.

A agência oficial síria, "Sana", negou qualquer responsabilidade das forças sírias e garantiu que "as denúncias do uso de substâncias químicas em Duma são uma tentativa clara de impedir o avanço do Exército".

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