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RSF denuncia agressões a jornalistas no Brasil durante prisão de Lula

09/04/2018 16h01

Paris, 9 abr (EFE).- A organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF) denunciou nesta segunda-feira as agressões ocorridas neste fim de semana durante as manifestações favoráveis e contra a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

"Os jornalistas brasileiros são injustamente considerados como alvo, como vítimas da indignação dos manifestantes, que os associam à postura editorial do meio para o qual trabalham", protestou Emmanuel Colombié, responsável pelo escritório da RSF na América Latina.

Para o organismo, a prisão de Lula aumentou "a polarização" no Brasil, que já era notável desde a destituição da ex-presidente Dilma Rousseff em 2016.

A RSF contabilizou "pelo menos oito agressões" no dia 7 de abril, durante a concentração às portas do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo (SP), onde manifestantes pró-Lula foram expressar seu apoio ao ex-presidente condenado a 12 anos e um mês de prisão.

Profissionais das emissoras de rádio "CBN", "Bandnews FM", "Jovem Pan" e dos canais televisivos "Bandnews", "Rede TV" e "Globo" sofreram "violências físicas e verbais", segundo a RSF.

"Em alguns casos, os jornalistas tiveram que deixar o local por questões de segurança", disse o organismo, sem detalhar se algum ficou ferido.

Nos dias anteriores, foram registradas outras agressões em outros pontos do país, em protestos contra e a favor de Lula, contra repórteres da " Bandnews FM" e do jornal "Correio Brazilense", que foram atacados em São Paulo e Brasília, respectivamente.

Em João Pessoa, manifestantes atacaram a sede da "TV Cabo Branco", filial local da "Globo".

Brasil ocupa o 103º lugar, entre 180 países, na Classificação Mundial da Liberdade de Imprensa 2017 da RSF.

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