Rússia diz que não houve ataque químico em Duma e alerta contra represálias

Nações Unidas, 9 abr (EFE).- A Rússia defendeu nesta segunda-feira, no Conselho de Segurança da ONU, que não houve nenhum ataque químico na cidade de Duma, na Síria, e alertou as potências ocidentais contra possíveis represálias ao regime de Bashar al Assad.

O embaixador russo nas Nações Unidas, Vasyl Nebenzia, reiterou que o suposto ataque ou não existiu ou foi fabricado por grupos opositores.

Nebenzia, além disso, atacou os Estados Unidos e seus aliados por responsabilizar as autoridades sírias, e disse que estão fazendo "ameaças inaceitáveis" contra Damasco e contra seu país.

De acordo com ele, uma possível ação militar americana em resposta ao suposto ataque químico pode ter "graves repercussões".

O diplomata alegou que os EUA, seguidos "cegamente" por França e Reino Unido, estão fazendo uma política "deliberada" para "avivar as tensões internacionais".

"A liderança dos Estados Unidos, do Reino Unido e da França, sem nenhuma justificativa e sem considerar as consequências, entrou em uma política de confronto contra a Rússia e a Síria", lamentou Nebenzia.

Ele advertiu esses países estão usando "insultos", "coações" ou "ameaças com o uso da força" em um tom que vai além do que era aceitável, inclusive durante a Guerra Fria.

No que se refere ao suposto ataque químico do último sábado, em Duma, Nebenzia reiterou que especialistas russos não encontraram nenhum indício sobre ele e afirmou que analistas da Organização Internacional para a Proibição das Armas Químicas (OPAQ) deveriam viajar à Síria amanhã mesmo para investigar o caso.

Forças russas e sírias, disse ele, podem acompanhar essa missão à região e garantir sua segurança.

Nebenzia, além disso, disse que seu país está muito preocupado com o bombardeio realizado hoje em uma base síria, pelo qual Moscou responsabilizou Israel.

Segundo a Sociedade Médica Síria Americana (SAMS, na sigla em inglês) e a Defesa Civil Síria, ambas as organizações apoiadas pelos EUA, pelo menos 42 pessoas morreram no sábado com sintomas de terem sofrido um ataque químico em Duma.

Entretanto, nenhuma outra fonte confirmou que se tratasse de um bombardeio com substâncias químicas, e segundo a ONG Observatório Sírio de Direitos Humanos, pelo menos 21 pessoas morreram naquele mesmo dia por asfixia, mas como resultado do "desabamento dos edifícios" onde estavam.

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