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Conselho de Segurança rejeita outro texto russo sobre ataque químico na Síria

10/04/2018 19h50

Nações Unidas, 10 abr (EFE).- O Conselho de Segurança da ONU rejeitou nesta terça-feira uma segunda resolução proposta pela Rússia sobre o uso de armas químicas na Síria, um texto para respaldar a investigação da Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ) sobre o suposto ataque do final de semana em Duma.

O texto russo obteve cinco votos a favor, quatro contra e seis abstenções, ficando longe do mínimo de nove votos favoráveis necessários para seguir adiante.

A resolução respaldava a investigação anunciada pela OPAQ e pedia a todas as partes para facilitar o acesso dos analistas à área do suposto ataque.

Inicialmente, a investigação da OPAQ tem mandato para analisar o ocorrido, mas não para determinar quem foi o responsável pelo suposto ataque.

A embaixadora americana na ONU, Nikki Haley, defendeu que a resolução não servia para nada, pois seu ponto principal era pedir uma missão da OPAQ em Duma, quando essa missão já está viajando para a região e já conta com o mandato necessário para realizar seu trabalho.

Além disso, segundo Haley, o texto buscava pôr as autoridades russas e sírias no comando das regras para a visita dos analistas da OPAQ, algo que disse que seu país não podia aceitar.

Os EUA e seus aliados responsabilizam o regime de Bashar al Assad pelo suposto ataque de Duma, enquanto a Rússia defende que tudo foi uma montagem.

Segundo Moscou, a rejeição a este texto "inocente" e "inócuo" mostra que Washington não está interessado em uma investigação.

O embaixador russo, Vasyl Nebenzia, acusou hoje os EUA de estarem utilizando o suposto uso de armas químicas como uma desculpa para atuar militarmente contra a Síria.

Hoje, a Rússia vetou uma proposta americana para iniciar um mecanismo internacional que averigúe e atribua responsabilidades pelo uso de armas químicas na Síria.

Além disso, o Conselho de Segurança rejeitou uma iniciativa russa com um fim parecido, mas que, segundo seus críticos, permitiria a Moscou controlar a composição da investigação e seus resultados finais.