Guterres expressa "indignação" por uso de armas químicas na Síria

Nações Unidas, 10 abr (EFE).- O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, se mostrou nesta terça-feira "indignado" com os relatos sobre o uso de armas químicas na Síria, o que é algo "repugnante" e uma clara violação do direito internacional.

Guterres reiterou sua "forte condenação" do uso de armas químicas contra a população civil e acrescentou que as últimas denúncias a respeito requerem uma investigação "imparcial" de analistas internacionais.

A declaração de Guterres, em viagem oficial na China, é a segunda condenação do secretário-geral da ONU sobre o suposto uso recente de armas químicas na cidade síria de Duma, que alguns países atribuem ao regime de Bashar al Assad.

Guterres expressou seu apoio aos esforços realizados pela Organização para a Proibição de Armas Químicas (Opaq) para investigar estes fatos e outras denúncias anteriores referidas à Síria.

Os analistas da Opaq, acrescentou o diplomata português, "deveriam ter um acesso pleno, sem restrições nem impedimentos, para poder realizar suas atividades", acrescentou Guterres.

O titular da ONU fez uma chamada ao Conselho de Segurança para assumir suas responsabilidades e atuar com união neste assunto, assim como para redobrar os esforços a fim de alcançar um acordo sobre a criação de um mecanismo que determine responsabilidades.

O Conselho de Segurança se reuniu ontem para analisar estas denúncias, mas a sessão terminou sem acordos. A Rússia negou que tenha havido um ataque químico em Duma e os Estados Unidos ameaçaram responder diante destas denúncias com ou sem o apoio da ONU.

Moscou informou hoje a intenção da Rússia de apresentar no Conselho de Segurança uma resolução para o acesso de analistas da Opaq ao local onde ocorreu o suposto ataque químico em Duma.

Por sua vez, a Opaq recebeu hoje um convite do governo de Damasco para que seus investigadores visitem Duma.

O Conselho de Segurança, por enquanto, só deve se reunir hoje para analisar o papel da ONU no Haiti e a situação na região dos Grandes Lagos Africanos.

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