Mais de 3 mil prisioneiros de facção síria estão em paradeiro desconhecido

(Atualiza com declarações de Bashar al Assad).

Beirute, 10 abr (EFE).- Mais de 3 mil prisioneiros da facção síria Exército do Islã seguem em paradeiro desconhecido, apesar do grupo ter libertado ontem à noite centenas de pessoas que havia capturado no passado em cumprimento de um acordo com a Rússia.

O Observatório Sírio de Direitos Humanos afirmou nesta terça-feira que existe descontentamento entre os familiares desaparecidos, especialmente após o governo da Síria ter anunciado a libertação de todos os prisioneiros que estavam sob o controle do Exército do Islã na noite de ontem.

O Observatório Sírio indicou que o Exército do Islã só libertou 200 pessoas em Duma, principal reduto do grupo no país.

Os parentes dos desaparecidos acusam o governo da Síria de querer encerrar o mais rápido possível a questão dos prisioneiros em poder do Exército do Islã para acelerar a saída dos combatentes da organização de Duma.

A maior parte dessas pessoas foram capturadas pelo Exército do Islã no fim de 2013 durante um ataque na região de Adra, ao norte de Damasco, onde o grupo e outras facções, entre elas o então Estado Islâmico do Iraque e do Levante, fizeram 9 mil prisioneiros.

Do total, o Exército do Islã manteve detidos cerca de 3,5 mil pessoas. Algumas foram libertadas após acordos no ano passado.

O presidente da Síria, Bashar al Assad, recebeu hoje em Damasco algumas das famílias dos prisioneiros do Exército do Islã que não encontraram seus parentes entre os libertados nos últimos dias.

Al Assad afirmou que a liberdade dos sequestrados não é só um assunto humanitário, mas também uma prioridade nacional, de acordo com comunicado divulgado pela presidência da Síria.

"Não abandonaremos nenhum desaparecido ou sequestrado. Se estiverem vivos, eles serão libertados, independente do custo", afirmou o presidente da Síria.

No domingo, a Rússia, aliada do governo sírio, e o Exército do Islã chegaram a um acordo para a evacuação dos combatentes deste grupo e os civis que desejassem sair de Duma, além da libertação dos prisioneiros da facção.

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