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Merkel tenta diminuir divisão interna em primeira reunião da grande coalizão

10/04/2018 11h52

Berlim, 10 abr (EFE).- A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, abriu nesta terça-feira o primeiro encontro da nova grande coalizão de governo no palácio de Meserberg, no oeste do país, uma reunião que se encerra amanhã e é marcada por tensões internas.

A expectativa é mensagens de coesão entre o bloco conservador de Merkel e o Partido Social-Democrata (SPD) após reiterados episódios de discordância entre os dois aliados.

Mas a entrada dos representantes do governo no localo do evento, nos arredores de Berlim, foi marcada por protestos de ecologistas contra as políticas do governo para o meio ambiente.

O secretário-geral do SPD, Lars Klingbeil, afirmou recentemente que as divergências partiram da ala mais à direita dos conservadores, que teriam promovido propostas não apoiadas pela grande coalizão governista. Para ele, falta "espírito de equipe".

Mas as declarações mais polêmicas foram feitas pelo líder da União Social-Cristã da Baviera (CSU) e ministro do Interior do país, Horst Seehofer, que afirmou que o Islã não faz parte da Alemanha.

A própria Merkel se distanciou do ministro desde então.

Outra polêmica foi gerada pelo ministro de Saúde, Jens Spahn, representante da ala mais direitista da União Democrata-Cristã (CDU), o partido de Merkel. O ministro questionou os valores pagos a desempregados e a beneficiários de programas sociais.

A realização do Conselho de Ministros ocorre em formato de conclave e ocorre de forma regular. O encontro é marcado exatamente para discutir temas mais espinhosos ou tentar promover propostas-chaves do governo.

Participarão da reunião os 15 ministros do atual governo - seis do CDU, seis do SDP e três da CSU. Eles tentarão traçar o programa de trabalho do governo para os próximos seis meses.

O vice-chanceler e ministro de Finanças, o social-democrata Olaf Scholz, deve apresentar um primeiro esboço do orçamento federal. A previsão é que o governo mantenha o objetivo do déficit zero, como vem acontecendo desde 2014.