Panamá anuncia suspensão das operações de companhias aéreas venezuelanas

Cidade do Panamá, 10 abr (EFE).- O Panamá anunciou nesta terça-feira a suspensão a partir do próximo 25 de abril, e por 90 dias prorrogáveis, das operações no país das companhias aéreas venezuelanas, no marco de uma crise diplomática bilateral que já levou à retirada dos respectivos embaixadores.

As companhias aéreas suspensas são Aeropostal Alas De Venezuela, S.A., Avior Airlines, Consorcio Venezolano De Industrias Aeronáuticas y Servicios Aéreos, S.A. (Conviasa), Línea Aérea De Servicio Ejecutivo, Regional, Laser, Rutas Aéreas De Venezuela, S.A. (Ravsa), Santa Bárbara Airlines, Turpial Airlines, C.A., segundo um comunicado da presidência panamenha.

O governo venezuelano suspendeu desde sexta-feira passada, e também por 90 dias prorrogáveis, os voos da companhia aérea panamenha Copa saindo e chegando na Venezuela, como parte das medidas que congelam as relações comerciais e econômicas com um grupo de funcionários, incluindo o presidente Juan Carlos Varela, e 46 empresas panamenhas.

Essa foi a reação de Caracas à publicação no último dia 28 de março por parte do Panamá de uma lista de 55 pessoas venezuelanas politicamente expostas, entre elas o presidente Nicolás Maduro, consideradas de "alto risco" de lavagem de dinheiro.

A resolução que suspende as operações das companhias aéreas venezuelanas no Panamá anunciada esta terça-feira está sustentada "no princípio de reciprocidade que rege as relações internacionais", disse o Executivo de Varela.

"A medida entrará em vigência a partir de 25 de abril de 2018", e será aplicada com base na Lei 48 de 26 de outubro de 2016, que faculta ao Conselho de Gabinete a possibilidade de propor e optar por medidas recíprocas para salvaguardar os interesses econômicos e comerciais da República do Panamá, detalhou o governo.

O governante panamenho já havia criticado Maduro por ter suspendido os voos da Copa, porque essa medida afeta principalmente à população da Venezuela, imersa em uma crise generalizada pela falta de alimentos e remédios e uma hiperinflação que levou milhares a fugir do país.

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