Síria envia convite à OPAQ para que investigue suposto ataque químico

Beirute, 10 abr (EFE).- A Síria enviou um convite à Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ) para que uma equipe de investigadores visite Duma, nos arredores de Damasco, onde houve denúncias de um suposto ataque químico no sábado.

Uma fonte de alta categoria do Ministério sírio de Assuntos Exteriores disse à agência de notícias oficiais "Sana" que o convite foi cursado "em resposta à campanha de difamação lançada por vários Estados ocidentais contra a República Árabe da Síria sobre o suposto uso de armas químicas na cidade de Duma".

A fonte explicou que o convite foi enviado através dos representantes permanentes do país árabe em Haia, onde a OPAQ tem sua sede.

"A Síria afirma sua determinação para proporcionar toda a ajuda necessária com o objetivo de que a missão (da OPAQ) faça sua operação e desenvolva seu trabalho de forma totalmente transparente e sobre provas concretas e credíveis", sublinhou a fonte.

A fonte insistiu na disposição do Governo sírio a cooperar com a OPAQ para descobrir a verdade sobre o ataque, "cujas denúncias foram promovidas por algumas partes ocidentais para justificar suas intenções agressoras a fim de alcançar seus objetivos políticos".

A fonte reiterou a condenação "rotunda" da Síria para o uso de armas químicas por qualquer esquadrão e sob qualquer circunstância e local.

Desde Genebra, várias agências da ONU, entre elas a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Escritório de Coordenação Humanitária (OCHA), denunciaram hoje que puderam verificar as informações sobre o suposto bombardeio químico em Duma pela falta de acesso.

Ontem, a OPAQ informou estava seguindo de perto os fatos e que havia feito uma análise preliminar das informações sobre a suposta utilização de armas químicas.

A Sociedade Médica Síria Americana (SAMS, em suas siglas em inglês) e a Defesa Civil Síria, ambas organizações apoiadas pelos EUA, asseguraram que pelo menos 42 pessoas morreram no sábado com sintomas de ter sofrido um ataque com substâncias tóxicas.

Nenhuma outra fonte confirmou que se tratasse de um bombardeio com armamento químico e tanto Damasco como Moscou negaram o uso desta classe de armas em Duma.

Segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos, pelo menos 21 pessoas morreram por asfixia, mas como resultado do desabamento "dos edifícios" nos quais estavam.

O presidente americano, Donald Trump, prometeu ontem à noite responder "contundentemente" ao suposto ataque químico e antecipou que tomaria uma decisão em breve.

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