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Autor de massacre de Parkland quer destinar dinheiro de herança à caridade

11/04/2018 18h22

Miami, 11 abr (EFE).- A advogada de Nikolas Cruz, autor confesso do massacre em um colégio de Parkland (Flórida) no último dia 14 de fevereiro, afirmou nesta quarta-feira em uma audiência que seu cliente renunciará à herança de sua mãe e destinará o dinheiro a uma organização escolhida por familiares das vítimas do tiroteio.

Cruz "não quer beneficiar-se dos fundos" da apólice de seguro de vida que lhe corresponde pela morte de sua mãe em novembro do ano passado, declarou Melissa McNeill.

Pelo contrário, Cruz, de 19 anos, deseja que esse dinheiro seja repassado a uma organização beneficente escolhida pelas famílias das vítimas do tiroteio do colégio Marjory Stoneman Douglas de Parkland, onde matou 17 pessoas com um fuzil de assalto.

McNeill ressaltou, no entanto, que o ex-aluno do citado colégio de ensino médio "tem que fazer frente a múltiplos processos".

Uma juíza da Flórida escutou hoje um breve relatório oral sobre a situação financeira de Cruz antes de determinar se o acusado pode pagar os serviços de uma defesa com dinheiro do seu bolso.

Em uma audiência realizada no condado de Broward (sudeste da Flórida), a defesa de Cruz forneceu à juíza Elizabeth Scherer informação ainda não completa sobre a situação financeira do seu cliente.

A juíza terá que determinar agora se os contribuintes da Flórida têm que arcar com as despesas dos advogados de ofício proporcionados pelo condado para sua defesa ou se o acusado dispõe de recursos econômicos para contratar seus próprios advogados.

Cruz compareceu com o uniforme vermelho de prisioneiro e manteve a cabeça baixa durante a maior parte da audiência judicial, na qual esteve seu irmão Zachary Cruz, condenado a seis meses de liberdade vigiada por entrar no colégio, algo que tinha sido proibido pela polícia.

As autoridades indicaram em março que Cruz dispunha nas suas contas bancárias de pelo menos US$ 37.000, embora seja possível que o jovem disponha de uma quantia muito maior, o que ainda está por detalhar.

Cruz, ex-aluno do colégio Marjory Stoneman Douglas, enfrenta 17 cargos por assassinato premeditado e outras tantas por tentativa de assassinato, pelas quais pode ser condenado à pena de morte.