Dois ex-premiês da Mongólia são detidos por suposto abuso de poder

Pequim, 11 abr (EFE).- Dois antigos primeiro-ministro da Mongólia, Sanjaagiinm Bayar e Chimediin Saikhanbileg, foram detidos por suposto abuso de poder nos acordos assinados pelo Governo deste país da Ásia Central e empresas mineradoras estrangeiras para a exploração da mina Oyu Tolgoi, uma das principais do país.

Segundo informou nesta quarta-feira a agência oficial "Montsame", Bayar (chefe de Governo entre 2007 e 2009) e Saikhanbileg (2014-16) ficaram à disposição das autoridades ontem e hoje a Promotoria solicitou a continuação da detenção.

Os dois primeiros-ministros foram detidos no curso de uma investigação da Autoridade Independente Anticorrupção da Mongólia em torno das negociações do Governo para a exploração das minas feitas em 2009 e 2015.

Estas negociações terminaram em acordos para a exploração destas minas de cobre por parte da mineira anglo-australiana Rio Tinto, com financiamento da canadense Ivanhoe Mines.

No transcurso da investigação também foi detido previamente o ex-ministro de Finanças Sangajav Bayartsogt e o diretor da administração de fazenda mongol, Baldabjavyn Ariunsan, entre outros altos cargos.

As minas de Oyu Tolgoi, no deserto de Gobi (sul do país), foram descobertas em 2001, a exploração começou em 2010 e calcula-se que têm reservas de 2,7 toneladas de cobre e 1,7 milhões de onças de ouro.

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