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OMS diz que 500 sírios foram atendidos com sintomas de ataque químico

11/04/2018 09h39

Genebra, 11 abr (EFE).- A Organização Mundial da Saúde (OMS) disse nesta quarta-feira que 500 pessoas foram atendidas em hospitais em Duma, a menos de 17 quilômetros de Damasco, com sintomas de exposição a agentes químicos e que 70 pessoas que estavam em porões morreram.

Pelo menos 43 dos mortos apresentavam "sintomas relacionados a uma exposição a agentes químicos altamente tóxicos", disse em comunicado a agência das Nações Unidas após ter revisado as informações fornecidas por entidades com as quais trabalha e que apoia localmente.

Os dados da OMS estimam de maneira mais concreta o número de vítimas do suposto ataque químico em Duma, a principal cidade de Ghouta Oriental, na periferia rural de Damasco.

Duma foi o último núcleo urbano sob controle rebelde, do chamado Exército do Islã, que na última segunda-feira começou a evacuação de seus combatentes, após a ofensiva lançada em fevereiro com o exército sírio e seus aliados (Rússia e Irã) para recuperar a área de Ghouta Oriental.

O suposto ataque químico ocorreu no fim de semana e a OMS confirmou que as que parecem ter sido suas vítimas apresentaram sintomas como irritação severa das membranas mucosas, dificuldades respiratórias e falhas no sistema nervoso central.

"Reivindicamos acesso imediato e sem obstáculos à área para atender os afetados e avaliar o impacto na saúde, assim como para apresentar uma resposta completa em termos de saúde pública", disse o diretor-adjunto da OMS, Peter Salama.

Desde o início de 2013 na Síria são usadas armas químicas em pelo menos 35 casos, segundo a Comissão de Investigação da ONU.

A OMS indicou que durante as investigações legistas relacionadas a esses fatos não cumpriu "nenhum papel formal" e que seu papel quando é denunciado um evento desse tipo é realizar pesquisas epidemiológicas para iniciar medidas sanitárias de emergência.

Frente a denúncias recorrentes de ataques químicos, a OMS mantém na Síria uma reserva de equipes de proteção para o pessoal sanitário e antídotos que foram distribuídos a hospitais em todo o país.

A organização disse, a esse respeito, que no ano passado chegaram em comboios que entraram em Ghouta Oriental, incluindo Duma, antídotos para gás nervoso, como o sarin, mas lembrou que não há antídotos para o gás cloro nem para o agente vesicante, que ataca a pele.

Anteriormente, a OMS tinha distribuído máscaras de gás entre ONGs que prestam atendimento sanitário na Síria.