Procurador pede 35 testemunhas em julgamento de ex-chefe de campanha de Trump

Washington, 11 abr (EFE).- O procurador especial do caso sobre a suposta ingerência da Rússia nas eleições de 2016 nos Estados Unidos, Robert Mueller, pediu nesta quarta-feira os depoimentos de 35 testemunhas no julgamento do ex-chefe de campanha de Donald Trump, Paul Manafort.

Mueller solicitou que um juiz de Virgínia chame 35 pessoas ao julgamento que será realizado no dia 10 de julho, como parte da investigação sobre o então chefe de campanha de Trump.

No pedido, assinado pelo assistente especial da Procuradoria dos EUA, Greg Andres, a equipe de Mueller detalhou que os indivíduos citados deverão estar às 10h da manhã do dia do julgamento no tribunal federal de Alexandria (Virgínia), perante o qual Manafort se declarou inocente.

O procurador especial investiga desde maio de 2017, de maneira independente do governo, os possíveis laços entre integrantes da campanha de Trump e o Kremlin, o qual as agências de inteligência dos Estados Unidos acusam de interferir nas eleições de 2016.

Segundo Mueller, Manafort trabalhou entre 2006 e 2017 para governos estrangeiros, incluindo o governo pró-Rússia do ex-presidente ucraniano Viktor Yanukovich (2010-2014) e de outros oligarcas russos, os quais ajudaram a melhorar a sua imagem em Washington, sem comunicar ao governo dos EUA, o que constitui crime.

Manafort também supostamente chegou a pagar "antigos políticos europeus de alto cargo" para que tomassem decisões favoráveis à Ucrânia, embora as suas atividades tivessem que ser independentes.

Além do julgamento em Virgínia, Manafort, em regime de prisão domiciliar desde que se entregou ao FBI em outubro do ano passado, terá que enfrentar outro julgamento que começará em Washington no dia 17 de setembro, quase dois meses antes das eleições legislativas de novembro. Em ambos os litígios, Manafort se declarou inocente de todas as acusações.

O processo contra o ex-chefe de campanha é fruto da investigação de Mueller sobre a trama russa, mas não está relacionada diretamente com as atividades que desempenhou entre maio e agosto de 2016 como chefe da campanha de Trump.

Manafort teve de renunciar após descobrir que tinha ocultado das autoridades um pagamento de US$ 12,7 milhões que recebeu por assessorar Yanukovich, vinculado à Rússia.

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