Zuckerberg considera que regulação da privacidade na internet é inevitável

Washington, 11 abr (EFE).- O executivo-chefe e fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, afirmou nesta quarta-feira que é "inevitável" que o Congresso dos Estados Unidos acabe aprovando algum tipo de regulação para proteger a privacidade na internet.

Zuckerberg compareceu hoje a uma audiência no Comitê de Energia e Comércio da Câmara dos Representantes. Ontem, o fundador do Facebook respondeu perguntas de senadores em outro comitê do Congresso.

Ao ser questionado sobre a regulação da rede pelo congressista republicano Fred Upton, Zuckerberg disse ser inevitável a existência de alguma regulação sobre as redes sociais, mas pediu que os parlamentares tenham "cuidado" ao aprovar leis.

Para o fundador do Facebook, os grandes conglomerados de tecnologia poderiam facilmente se adaptar às normas propostas pelos legisladores, mas essas regras poderiam prejudicar empresas emergentes, matando a inovação do setor.

Ontem, quando respondeu o mesmo questionamento, feito pelo senador republicano Lindsey Graham, o fundador do Facebook afirmou que a empresa daria boas-vindas às regulações, mas somente se elas forem "corretas".

Durante as duas audiências, os congressistas se mostraram favoráveis a impor regulações ao Facebook para garantir que a empresa está protegendo o direito à privacidade dos usuários, um problema levantado após o escândalo da Cambridge Analytica.

Zuckerberg negou na audiência a existência de um tratamento preferencial para a campanha do presidente do país, Donald Trump, nas eleições de 2016 e garantiu que a empresa aplica os "mesmos padrões" para todos os candidatos.

Apesar de ter doado grandes quantias de dinheiro para políticos democratas, o Facebook foi acusado pelo partido de contribuir com a vitória de Trump por não combater a divulgação de notícias falsas na rede social, um trabalho executado por agentes russos.

O fundador da rede social se desculpou em repetidas ocasiões pelos erros do Facebook e tentou manter a calma para responder as duras perguntas dos congressistas.

Depois da audiência de ontem, três senadores apresentaram uma proposta de lei que obrigaria as empresas de tecnologia a obter permissão expressa dos usuários antes de coletar e compartilhar seus dados pessoais.

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