AI pede que líderes analisem crise de direitos humanos na Cúpula das Américas

México, 12 abr (EFE).- Os líderes regionais devem tratar a proteção dos direitos humanos como "prioritária" na declaração final perante a VIII Cúpula das Américas, que acontece entre sexta-feira e sábado no Peru, além de tomar "medidas urgentes" neste tema, pediu nesta quinta-feira a Anistia Internacional (AI).

"Os direitos humanos nas Américas experimentaram um retrocesso alarmante nos últimos anos: desde as políticas discriminatórias impulsionadas pelo Governo de Donald Trump até a repressão violenta de manifestações em Honduras e na Venezuela", manifestou a diretora para as Américas da AI, Erika Guevara Rosas.

Em carta aberta dirigida aos líderes presentes à cúpula, a AI apontou para os problemas "mais urgentes" que a região enfrenta. Entre eles as crises de refugiados na Venezuela e na América Central, o discurso "retrógrado sobre os direitos humanos, as dificuldades de acesso à justiça e a luta contra a impunidade.

Por tudo isto, a entidade espera que, após a cúpula, os dirigentes implementem medidas para melhorar o respeito aos direitos humanos em seus respectivos países.

"Perante a crescente demonização das comunidades em situação de risco e os defensores e defensoras dos direitos humanos, os dirigentes regionais têm a obrigação de tomar medidas urgentes para proteger os direitos humanos de toda a população. Deixar de fazer isso em um momento crítico como este colocaria em perigo a vida de milhões de pessoas", apontou Anistia.

Na carta, a organização também destacou que entre os desafios mais urgentes nas Américas estão os problemas relacionados com os direitos dos povos indígenas, a igualdade sexual e de gênero, os ataques contra defensores e defensoras dos direitos humanos e o uso excessiva da força contra manifestantes.

A VIII Cúpula das Américas reunirá, pelo menos, 20 chefes de Estado e de Governo e vários vice-presidentes e chanceleres de toda América, sob o tema central "Governabilidade democrática frente à corrupção".

Na cúpula não participarão o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que será substituído pelo seu vice-presidente, Mike Pence, e nem o líder da Venezuela, Nicolás Maduro, que teve o convite retirado.

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

UOL Newsletter

Receba por e-mail as principais notícias sem pagar nada.

Quero Receber

UOL Cursos Online

Todos os cursos