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Maduro apoia restabelecimento de embaixadores entre Venezuela e Espanha

12/04/2018 04h32

Caracas, 12 abr (EFE).- O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, se mostrou na quarta-feira de acordo que se restabeleçam os embaixadores entre seu país e a Espanha, mas se "houver respeito nas relações políticas e diplomáticas entre os governos".

"O vice-ministro das Relações Exteriores para a Europa, Yvan Gil, teve uma reunião no Ministério das Relações Exteriores espanhol. Havia uma conversa para restabelecer os embaixadores. Eu digo: 'estou de acordo que os embaixadores voltem às capitais, mas se houver respeito'", disse Maduro.

Espanha e Venezuela reconheceram a conveniência, apesar de "divergências e pontos de vista profundamente divergentes", para "normalizar um diálogo bilateral" devido aos importantes vínculos que há entre os dois países, segundo afirmou o Ministério das Relações Exteriores espanhol, através de um comunicado.

Nesse sentido, Maduro pediu ao presidente do Governo da Espanha, Mariano Rajoy, para "regularizar" a situação, pois está "de acordo" com o restabelecimento dos embaixadores.

"Com base no respeito, tudo é possível. Não me intrometo nos assuntos internos da Espanha, na sua crise social, na crise econômica, na crise da Catalunha. Sei muito da Espanha, mas bastante da Espanha, não me intrometo na situação, então por que o governo da Espanha se tem que intrometer na situação da Venezuela?", questionou.

Maduro afirmou acreditar na diplomacia, na palavra e no diálogo como forma de entendimento, mas indicou que manterá a "denúncia permanente" sobre as posições do governo espanhol contra a Venezuela.

Em janeiro passado, as relações entre a Espanha e Venezuela pioraram por causa das sanções estipuladas pela União Europeia contra sete altos funcionários venezuelanos.

O dia 25 daquele mês, o governo venezuelano declarou persona non grata o embaixador espanhol em Caracas, Jesús Silva Fernández, pelas "contínuos ataques e repetidos atos de interferência" do governo espanhol nos assuntos da Venezuela, e lhe deu um prazo de 72 horas para deixar o país.

No dia seguinte, o governo espanhol fez o mesmo com o embaixador da Venezuela em Madri, Mario Isea.