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Nazarbayev defende ritmo lento do Cazaquistão rumo à democracia

12/04/2018 11h44

Astana, 12 abr (EFE).- O presidente do Cazaquistão, Nursultan Nazarbayev, defendeu nesta quinta-feira o caminho do seu país para a democratização, apesar do seu ritmo lento e das críticas que o acusam de ser autoritário.

Durante a apresentação de uma série de livros de texto onde foram incorporados pela primeira vez termos científicos traduzidos para o cazaque, Nazarbayev se defendeu na idiossincrasia para argumentar o sistema político do seu país.

"O Ocidente me disse muitas vezes: 'Introduz a democracia como nos Estados Unidos, como em Ocidente'. Mas somos cazaques! Não somos americanos, nem alemães, nem ingleses", sustentou o presidente cazaque.

Nazarbayev explicou que a mentalidade dos ocidentais difere da dos seus concidadãos, que têm "sua própria consciência, história, idioma, religião e tradições".

"Somos um povo que, como todo mundo, segue o caminho da democracia, mas em um dia não podemos avançar mil anos. Há 50 anos nos Estados Unidos negros e brancos não podiam compartilhar os ônibus e os negros não participavam das eleições. Por que esquecem disso?", declarou Nazarbayev.

O presidente da nação centro-asiática disse que o respeito e a proteção da família são os pilares culturais do seu país.

"No Cazaquistão respeitamos os idosos, as mulheres, os demais. O filho respeita o pai, o pai respeita o avô e não devemos nos afastar disto. Sempre explico isto ao Ocidente", acrescentou.

Segundo o presidente, o Cazaquistão tem seu próprio caminho, mas não duvida que ele vai se equiparar aos países mais desenvolvidos no futuro.